- A Organização Mundial da Saúde afirma que pode ter ocorrido transmissão de hantavírus entre pessoas muito próximas a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, onde morreram três passageiros.
- O vírus normalmente é transmitido por roedores; no caso, a OMS ressaltou que esse tipo de transmissão entre contatos próximos é raro e o risco para o público é baixo.
- Entre os casos confirmados, uma mulher holandesa está infectada e um passageiro britânico de 69 anos também tem o vírus; o marido da mulher holandesa não teve confirmação de infecção, e o segundo falecido, um alemão, não teve confirmação dele.
- O navio, que partiu da Argentina, continua ancorado perto de Cabo Verde com 149 pessoas a bordo; o desembarque está proibido por questões de segurança.
- A Espanha autorizou, em princípio, a possibilidade de atracar nas Canárias para avaliação de risco e monitoramento médico, mas afirmou que ainda não recebeu pedido formal do navio.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que pode ter ocorrido transmissão de hantavírus entre pessoas a bordo do navio de cruzeiro holandês MV Hondius, no qual morreram três passageiros. O vírus costuma se disseminar por roedores, mas, neste caso, a transmissão entre contatos próximos a bordo é investigada e considerada rara, com baixo risco à população.
A agência destaca que há casos de contatos muito próximos, como casais que dividiam quartos, o que facilita o contato íntimo. Dentre as vítimas, uma mulher holandesa foi confirmada com a doença, e um passageiro britânico de 69 anos, evacuado para tratamento na África do Sul, também está com o vírus. Não há confirmação de hantavírus no marido da mulher holandesa ou no segundo falecido, um alemão que faleceu em 2 de maio. Outras pessoas com sintomas estão sendo testadas.
Situação a bordo e próximos passos
O MV Hondius partiu da Argentina há cerca de um mês, com destino à travessia atravessando o Atlântico. O navio encontra-se ancorado próximo a Cabo Verde, na costa oeste da África, com 149 pessoas de 23 países a bordo sob medidas de precaução. As autoridades locais proibiram o desembarque por motivos de segurança.
A OMS informou que a Espanha autorizou o atracamento em Canárias para avaliação de risco e monitoramento médico adicional, mas o Ministério da Saúde espanhol minimizou a possibilidade de receber a embarcação neste momento. A decisão sobre a próxima escala dependerá de dados epidemiológicos coletados durante a viagem.
Dispositivo de resposta: a tripulação está sendo submetida a desinfecção, com passageiros sintomáticos ou que cuidam de pacientes usando equipamento de proteção individual completo. Dois membros da tripulação, um holandês e um britânico, apresentam sintomas respiratórios e devem ser evacuados por ar ao país de origem. Não há confirmação de mais casos a bordo até o momento.
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