- TIM concluiu a ativação do 5G na Estação Antártica Comandante Ferraz após quatro missões, com cerca de 500 quilos de equipamentos, em janelas operacionais de apenas algumas semanas por ano.
- A rede conecta a estação a uma infraestrutura de dados em tempo real, permitindo o envio imediato de informações ao Brasil e o uso de modelos de inteligência artificial.
- A cobertura atinge até dez quilômetros e já trafegou mais de 50 terabytes desde 2023, substituindo discos físicos por transmissão contínua.
- A operação exige infraestrutura de missão crítica para suportar temperaturas extremas e ventos superiores a 160 quilômetros por hora, com antenas aquecidas e proteção contra vibração.
- O projeto, além de apoiar a pesquisa, aponta para aplicações comerciais em setores remotos e prevê levar edge computing para a base, para processar dados próximo à fonte.
A TIM concluiu a instalação do 5G na Estação Antártica Comandante Ferraz, em quatro missões realizadas entre cada janela operacional anual. A implantação envolve cerca de 500 quilos de equipamentos para conectar a base a uma infraestrutura de dados em tempo real.
O projeto, iniciado em 2022 com a recuperação de ativos herdados da Oi, amplia a conectividade no continente e transforma a forma como a ciência brasileira coleta, processa e compartilha dados em ambientes extremos. A cobertura alcança até 10 quilômetros e já trafegou mais de 50 terabytes desde 2023.
A operação exige infraestrutura de missão crítica, capaz de enfrentar temperaturas extremas e ventos superiores a 160 km/h. Antenas com aquecimento e proteção contra vibração são itens-chave para manter a rede estável durante as missões.
Segundo o CTO Marco Di Costanzo, cada etapa inclui estabilização de 3G/4G, ampliação com a faixa de 700 MHz e instalação de uma arquitetura satelital redundante, pré-requisito para redes de alta capacidade. O planejamento começa aproximadamente 12 meses antes de cada ativação.
A conectividade atende três funções na base: pesquisa científica, segurança operacional e bem-estar de equipes. Em 2025, cerca de 180 pesquisadores estiveram no local em 27 projetos ligados às mudanças climáticas, com dados transferidos em tempo real para centros no Brasil e no exterior.
No campo científico, sensores, câmeras e medições passaram a transmitir dados instantaneamente, reduzindo o intervalo entre coleta e análise. Em termos operacionais, a rede também serviu como suporte a uma operação de resgate durante mudança repentina de clima, quando a comunicação via rádio ficou indisponível.
Para a TIM, a Antártica funciona também como laboratório de aplicações comerciais. A experiência demonstra que operações críticas em ambientes remotos podem ser suportadas por redes de alta capacidade, abrindo caminho para setores como mineração, energia e logística.
O próximo passo da TIM envolve o edge computing na base antártica, para permitir que análises avancem próximo à fonte de coleta sem depender inteiramente de infraestrutura externa. A iniciativa reforça o objetivo de integrar pesquisa, segurança e tecnologia de ponta em condições extremas.
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