- Três passageiros do navio holandês MV Hondius morreram por hantavírus, e outros três estão internados em estado grave, com 147 pessoas a bordo entre passageiros e tripulantes.
- O navio partiu da Argentina com destino à Europa e foi impedido de atracar no porto de Praia, em Cabo Verde, neste domingo, sem possibilidade de desembarque das vítimas que precisam de cuidados médicos.
- O hantavírus é transmitido por ratos; raramente a contaminação ocorre entre pessoas, mas o risco aumenta em ambientes fechados e com circulação de ar, como navios.
- Insetos e roedores costumam habitar navios, e, mesmo com barreiras físicas, a infiltração de ratos pode ocorrer durante o carregamento ou em porões, dificultando o controle sanitário.
- A principal medida para evitar a disseminação é o desembarque e monitoramento das pessoas a bordo, porém autoridades cabo-verdianas relutaram em permitir a saída, mantendo o navio ancorado.
O navio holandês MV Hondius, com 147 pessoas a bordo, enfrenta um surto de hantavírus durante uma travessia do Atlântico. Três passageiros morreram e outros três permanecem internados em estado grave, segundo informações divulgadas neste fim de semana. O navio teve saída da Argentina com destino à Europa e está retido próximo ao porto de Praia, em Cabo Verde. O vírus é transmitido principalmente por roedores, não por contato entre pessoas.
Autoridades sanitárias de Cabo Verde anunciaram que, no momento, o contágio está restrito ao interior do navio e não houve confirmação de transmissão entre tripulação ou passageiros em terra. Mesmo assim, o desembarque foi negado, sob justificativa de impedir a disseminação da doença no país.
A bordo, não há tratamento específico para hantavírus; os casos graves exigem suporte respiratório e cuidados intensivos. Dois tripulantes já haviam sido infectados e recebem atendimento a bordo, com auxílio de equipes médicas. O navio permanece atracado ao largo, sem autorização para atracar oficialmente.
Desdobramentos e condições sanitárias
Especialistas ressaltam que ambientes fechados de navios de cruzeiro favorecem a disseminação de vírus entre roedores e, eventualmente, entre pessoas, embora a transmissão direta entre humanos seja rara. O monitoramento envolve buscas a roedores, descontaminação de áreas e medidas de proteção para a tripulação.
Os passageiros remanescentes permanecem a bordo, com avaliação médica contínua. A situação gera tensão entre autoridades locais e a operação do navio, que aguarda orientações para possíveis evacuações aéreas. O caso reabre debate sobre biossegurança em embarcações durante longas travessias.
O incidente no Hondius se soma a experiências históricas de cruzeiros durante surtos, mas não altera o quadro global de risco associado à circulação de vetores em ambientes confinados. Não houve confirmação de novos casos desde a atualização mais recente.
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