- Anvisa e a Polícia Federal firmaram um acordo de cooperação para enfrentar o comércio irregular de medicamentos injetáveis para obesidade, com apresentação em 6/5, visando produção, importação e venda de itens sem registro, incluindo vendas em ambientes digitais.
- O acordo prevê fluxo permanente de informações entre as instituições e análise conjunta de medicamentos apreendidos, com perícia da PF e apoio técnico da Anvisa, para identificar a composição e sustentar medidas judiciais.
- Levantamentos apontam aumento de notificações de eventos adversos ligados a agonistas do receptor GLP-1, com quase três mil ocorrências entre 2018 e 2026 e registros de desfechos graves, em contextos de uso sem prescrição ou de origem desconhecida.
- Investigações da PF indicam cadeias ilícitas interestaduais, uso de plataformas digitais e importação irregular de insumos; em 2026, fiscalização resultou na interdição de estabelecimentos e na apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades de medicamentos injetáveis sem regularização.
- A nota técnica conjunta define diretrizes para integrar vigilância sanitária e atuação policial, buscando ampliar a capacidade de resposta do Estado diante práticas ilegais e reduzir riscos à saúde.
A Anvisa e a Polícia Federal firmaram um acordo de cooperação para enfrentar o comércio irregular de medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade. A formalização ocorreu nesta quarta-feira, 6 de maio, durante reunião da diretoria da Anvisa. O objetivo é atuar de forma integrada na produção, importação e venda de itens sem registro, incluindo vendas em ambientes digitais.
O acordo cria um fluxo permanente de troca de informações entre as instituições e amplia operações conjuntas já realizadas. A ideia é consolidar uma resposta estruturada diante da expansão do mercado de terapias para emagrecimento sem registro adequado.
Na prática, medicamentos apreendidos deverão passar por análise conjunta, com perícia da PF e apoio técnico da Anvisa. Esse procedimento permite avaliar o risco à saúde e sustentar medidas judiciais contra redes de distribuição.
Dados da Anvisa apontam aumento nas notificações de eventos adversos ligados aos agonistas do receptor GLP-1. Entre 2018 e 2026, foram registradas quase 3 mil ocorrências, com crescimento recente e registros envolvendo desfechos graves.
Investigações da PF indicam redes ilícitas com atuação interestadual, uso de plataformas digitais e importação irregular de insumos. Em 2026, ações de fiscalização resultaram na interdição de estabelecimentos e na apreensão superior a 1,3 milhão de unidades de medicamentos injetáveis sem regularização.
A nota técnica conjunta define diretrizes para integração entre vigilância sanitária e repressão criminal. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta do Estado diante de práticas ilegais e reduzir riscos de produtos sem qualidade.
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