- Cassian Joubert quase nasceu duas vezes após uma cirurgia in utero realizada em Orlando, aos 25 semanas de gestação, com parte do corpo fora do útero e o restante conectado à placenta.
- A condição diagnosticada foi a síndrome de obstrução grave das vias aéreas congênita (Chaos), considerada difícil de tratar e com altas taxas de mortalidade.
- A primeira cirurgia a laser para desobstruir as vias aéreas falhou; em seguida, médicos optaram por entregar parcialmente Cassian pela cesariana, criar a via aérea e devolver o bebê ao útero antes do nascimento definitivo.
- Cassian nasceu em agosto, pesando 1,4 quilo, e permaneceu na unidade de terapia intensiva neonatal por quatro meses e nove dias antes de ir para casa no Natal.
- A história foi divulgada pela Orlando Health Women’s Institute em vídeo divulgado em maio; o médico responsável pretende apresentar o caso em conferência internacional no Japão, em outubro.
Cassian Joubert nasceu duas vezes após uma operação inovadora que combinou entrega parcial e cirurgia de vias aéreas. O bebê, em Florida, passou por intervenção pré-natal que o manteve ligado à placenta, recebendo apoio respiratório ainda no útero.
A família Joubert conta que Keishera ficou grávida de Cassian em janeiro de 2025. Aos 19 semanas, médicos diagnosticaram Síndrome de Obstrução Aérea Congênita (Chaos), condição rara que pode impedir a via aérea fetal.
O procedimento in utero inicial, com laser para desobstrução, não teve sucesso. Em seguida, o hospital optou por uma técnica ousada: entregar parcialmente Cassian para fora do útero, com apenas cabeça e braços expostos, para criar uma via aérea com ajuda de um especialista.
A cirurgia ocorreu no Orlando Health’s Winnie Palmer Hospital, em junho de 2025, quando Keishera tinha 25 semanas de gestação. Cassian permaneceu ligado à placenta e, após o manejo cirúrgico, foi recolocado no útero para terminar a gestação.
Em agosto, seis semanas após a operação, Keishera entrou em trabalho de parto. Cassian nasceu por meio do procedimento especializado e, ainda sem respirar por completo, recebeu suporte vital antes do primeiro fôlego. Pesava 1,4 kg.
Após o nascimento, Cassian passou vários meses na unidade de terapia intensiva neonatal (Nicu) do hospital, onde enfrentou um longo caminho de recuperação. Em quatro meses e nove dias, ele ganhou alta e voltou para casa, próximo do Natal.
Ainda há desafios a enfrentar, incluindo procedimentos para remover a membrana que permanece obstructiva e manter o uso de ventilação. O hospital descreveu o caso como raro e de alta complexidade, com equipe multidisciplinar envolvida.
O médico envolvido, Dr. Emanuel Vlastos, planeja apresentar o caso em conferência médica internacional, no Japão, em outubro. O profissional destacou o papel da equipe na recuperação de Cassian e da família Joubert.
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