Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Canetas emagrecedoras podem aumentar risco de cálculo biliar

Uso prolongado de canetas emagrecedoras está ligado a maior risco de cálculos biliares; recomenda-se acompanhamento médico e ultrassom em casos suspeitos

Imagem do Magnific/pikisuperstar / DINO
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo aponta maior risco de doenças da vesícula, especialmente cálculos biliares, com uso de agonistas GLP-1 para obesidade e diabetes tipo dois, principalmente em tratamentos longos e com doses altas.
  • Mecanismo sugerido: pode reduzir o esvaziamento da vesícula e alterar a bile, favorecendo a formação de cálculos.
  • Dr. Rodrigo Barbosa Novais recomenda acompanhamento clínico, atenção a sintomas e ultrassom em casos suspeitos.
  • Risco é maior em mulheres, pessoas de idade avançada, com obesidade, condições metabólicas, perda de peso muito rápida ou histórico de cálculos biliares; o tratamento deve ser individualizado.
  • Em suspeita de colelitíase ou colecistite, usar ultrassom como primeira avaliação; buscar urgência se houver dor forte, vômitos, febre ou icterícia; manter alimentação equilibrada e acompanhamento médico.

O uso de agonistas do receptor GLP-1, popularmente chamados de canetas emagrecedoras, está associado a um maior risco de doenças da vesícula biliar, incluindo cálculos biliares. A conclusão vem de uma revisão que reúne ensaios clínicos e observa maior incidência com tratamento prolongado e doses elevadas. O mecanismo proposto envolve menor esvaziamento da vesícula e alterações na bile.

O estudo aponta que o risco aumenta em pacientes que perdem peso rapidamente e em mulheres, além de aqueles com obesidade e condições metabólicas prévias. Autores destacam que os benefícios no controle de peso e do diabetes devem ser avaliados com acompanhamento médico individualizado e monitoramento de sintomas.

Dr. Rodrigo Barbosa Novais, cirurgião do aparelho digestivo e fundador do Instituto Medicina em Foco, afirma que a relação entre as bulas de semaglutida, tirzepatida e liraglutida e pedras na vesícula já era reconhecida. Ele ressalta a necessidade de contexto clínico e acompanhamento próximo durante o tratamento.

Diagnóstico e prevenção

Na suspeita de colelitíase ou colecistite, recomenda-se investigação da vesícula com ultrassom, exame inicial de escolha. A avaliação pode ocorrer antes do início do tratamento para identificar cálculos prévios ou alterações. Em casos específicos, a ecoendoscopia pode complementar o diagnóstico.

Dor abdominal intensa durante o uso da medicação requer busca de atendimento de urgência. Exames como ultrassom, lipase e amilase ajudam a distinguir entre complicações da vesícula ou pancreatite. Sinais de alerta incluem febre, icterícia ou piora do quadro.

Acompanhamento clínico regular é recomendado para avaliar resposta, velocidade de perda de peso e tolerabilidade. Pacientes com histórico de cálculos biliares ou maior risco devem ter vigilância mais individualizada, com orientação médica sobre escalonamento de doses e sinais de alerta.

Recomendações ao paciente

Medicações para obesidade devem ser usadas com critério, orientação médica e comunicação clara entre profissionais de saúde e paciente. Doenças biliares prévias, jejum prolongado ou variação de peso merecem atenção especial.

Além disso, manter alimentação equilibrada e evitar dietas extremas ajuda na prevenção de complicações. Pacientes devem informar ao médico sobre histórico de cálculos, crises biliares ou doença da vesícula para ajustes terapêuticos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais