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Cepa rara de hantavírus em cruzeiro com transmissão entre humanos

Cepa de hantavírus andina detectada em dois casos a bordo de cruzeiro no Atlântico, com transmissão entre pessoas, apesar do risco público ser baixo

Três pacientes foram evacuados na quarta-feira para receberem assistência médica na Holanda
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  • Cepa pouco comum do hantavírus, a cepa andina, foi identificada em dois casos confirmados entre passageiros evacuados do navio de cruzeiro MV Hondius, no Atlântico.
  • Até o momento, oito casos de hantavírus foram identificados entre as pessoas a bordo; três foram confirmados e cinco são suspeitos, segundo a Organização Mundial da Saúde.
  • O navio está ancorado próximo de Cabo Verde, com previsão de seguir para as Ilhas Canárias para desembarque dos passageiros; a Espanha aprovou, mas as Canárias rejeitam por entenderem haver risco à população local.
  • Três passageiros morreram desde a saída da Argentina, há cerca de um mês; entre os evacuados estão um britânico de 56 anos, um holandês de 41 e uma alemã de 65. Um cidadão suíço também já recebeu tratamento na Suíça.
  • A OMS afirmou que o risco para a saúde pública é baixo no momento, e que há monitoramento dos passageiros a bordo e daqueles que já desembarcaram. As autoridades mediterrâneas ressaltam medidas para evitar contato com a população local durante o desembarque.

Um surto de hantavírus a bordo de um cruzeiro holandês resultou na identificação de uma cepa pouco comum do vírus, a andina, em dois casos confirmados no sul da África. A embarcação MV Hondius permanece no Atlântico, com as autoridades monitorando a situação.

Segundo o Ministério da Saúde da África do Sul, a cepa andina foi detectada em duas pessoas evacuadas do navio para o país. Três passageiros morreram desde a partida da Argentina, há cerca de um mês, em uma viagem transatlântica.

Outras três pessoas com sintomas foram levadas para assistência médica na Holanda na quarta-feira (6/5), conforme a Organização Mundial da Saúde. O risco para a saúde pública permanece considerado baixo, segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Casos, evacuações e comunicação

Entre os evacuados estão um britânico de 56 anos, um holandês de 41 e uma alemã de 65, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Holanda. A Oceanwide Expeditions informou que dois eram membros da tripulação, incluindo o médico do navio.

Um passageiro alemão morreu a bordo na semana passada; a imprensa ainda não confirmou a presença do hantavírus nesse caso específico. Um cidadão suíço que viajou no mesmo navio está recebendo tratamento em Zurique.

A OMS confirmou evacuações adicionais do cruzeiro nesta semana e mantém o monitoramento dos contatos, com oito casos identificados a bordo (três confirmados e cinco sob investigação). O organismo aponta risco baixo para a população geral.

Dilema logístico e deslocamento

O MV Hondius continua ancorado perto de Cabo Verde e deverá rumar às Ilhas Canárias, onde os passageiros podem desembarcar. A Espanha aceitou o plano, mas a autoridade regional das Canárias expressou oposição, solicitando garantias de segurança.

O presidente do governo das Canárias afirmou não poder permitir a entrada do navio enquanto não houver informações técnicas suficientes. As autoridades espanholas vão organizar avaliações médicas e eventual retorno aos países de origem.

Situação atual e próximos passos

A OMS informou que cerca de 42 dos 62 contatos já localizados foram rastreados. Profissionais de saúde, paramédicos e autoridades portuárias permanecem sob monitoramento para identificar novos casos.

A Organização reiterou que o hantavírus, tipicamente transmitido por roedores, pode apresentar transmissão entre pessoas apenas em contatos muito próximos, e que o risco para a população geral continua baixo.

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