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Chamas da cratera Portões do Inferno, no Turcomenistão, perdem força

Chamas da cratera Darvaza, os Portões do Inferno, atraem curiosidade, mas queda dos incêndios não esclarece impactos ambientais; emissões de metano seguem relevantes

Poço profundo no deserto com chamas ardendo em vários pontos ao longo da borda e no fundo, iluminando a área rochosa ao redor durante a noite.
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  • Dados de imagens infravermelhas deste ano indicam queda nas chamas da cratera de gás natural conhecida como portões do inferno, em Darvaza, Turcomenistão, com intensidade de calor reduzida em mais de 75% nos últimos três anos.
  • A origem da cratera é cercada de mistério: dizem que geólogos soviéticos criaram fogo para conter gases tóxicos após encontrar depósito de gás no deserto de Karakum; o fogo persiste há décadas.
  • Acesso ao local é difícil para estrangeiros, que precisam de visto com carta-convite; o governo turcomeno não comentou sobre a visita da reportagem.
  • Emissões de metano da cratera, segundo Carbon Mapper, chegaram a cerca de 1.300 quilogramas por hora entre 2022 e 2025, aumentando para 1.960 kg/h em outubro de 2025.
  • A administração local afirma ter reduzido as chamas por meio de dois poços perfurados em 2024, mas especialistas não sabem ao certo se fatores naturais contribuíram; o metano liberado representa cerca de 0,2% das emissões anuais do Turcomenistão.

Darvaza, a cratera em chamas conhecida como portões do inferno, no Turcomenistão, pode estar perdendo intensidade. Dados de satélite indicam queda de incêndios dentro da cratera de gás natural nos últimos três anos, segundo a análise da empresa de monitoramento Capterio.

A cratera fica no deserto de Karakum, no interior do Turcomenistão, a cerca de quatro horas de Ashgabat. O fogo lá persiste há décadas, atraindo curiosos e estudiosos. A origem ainda é rodeada de incertezas, com relatos diferentes sobre como começou.

Redução das chamas e dados de satélite

Imagens infravermelhas deste ano mostram queda de calor na cratera. A intensidade caiu mais de 75% nos últimos três anos, aponta a Capterio. Ainda que o fogo permaneça, a diminuição é consistente, segundo a empresa.

O governo turcomeno diz ter feito intervenções para controlar vazamentos, citando dois poços perfurados em 2024 para extrair gás. Já a Carbon Mapper aponta que a cratera emitiu metano por volta de 1.3 mil kg por hora entre 2022 e 2025, com alta volatilidade.

As emissões de metano representam parte relevante do impacto climático local, mesmo com a redução aparente das chamas. Em outubro de 2025, a medição indicada por Carbon Mapper mostrou incremento para cerca de 1.96 mil kg por hora.

Contexto ambiental e operacional

Especialistas ressaltam que o metano é um gás de efeito estufa potente no curto prazo, mas convertido em CO2 pela queima. Mesmo com baixa intensidade, a cratera continua liberando gás, o que mantém seu papel no balanço ambiental regional.

A Turcomenistão, grande produtor de gás natural, enfrenta um desafio de gestão dessas emissões. A comparação entre dados oficiais e sensores independentes ainda não aponta consenso sobre as causas da variação de chamas.

Visitação e curiosidade pública

Darvaza permanece de difícil acesso sem convite e visto, o que limita visitas. Relatos de guias de turismo indicam que as chamas, embora menos intensas, ainda impressionam os visitantes pela altura e pela atmosfera dramática do local.

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