- A tripulação de Oceanwide Expeditions’ MV Hondius investiga a origem de um cluster de hantavírus a bordo, com três mortes confirmadas e mais cinco casos suspeitos.
- A OMS informou que não havia ratos a bordo, segundo a operadora do cruzeiro, o que contrasta com a forma comum de transmissão do hantavírus pelos roedores.
- Especialistas afirmam que é incomum ver roedores em navios de cruzeiro; inspeções e procedimentos de controle de pragas são padrão e realizados por equipes designadas.
- A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que as primeiras pessoas a adoeceram podem ter sido contaminadas em terra, antes de embarcarem, com o barco tendo ido a ilhas ao largo da África.
- O risco para o público em geral é baixo; a possibilidade de transmissão entre pessoas é associada apenas a contatos muito próximos.
Três passageiros a bordo do MV Hondius, da Oceanwide Expeditions, morreram após uma cluster de hantavírus ser identificada a bordo, com cinco casos adicionais ainda sob suspeita. A embarcação permanece sob investigação para determinar a origem das infecções.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores por meio de urina, fezes ou saliva. A Organização Mundial da Saúde informou que a operadora do cruzeiro não identificou ratos a bordo, segundo informações repassadas à OMS. Autoridades trabalham com a hipótese de infecção prévia no continente.
Especialistas indicam que ver roedores em cruzeiros é incomum. Em inspeções rotineiras, o programa de sanitização de navios verifica manejo de pragas, com entrevistas aos responsáveis pelo plano de controle. A presença de roedores no navio, no entanto, seria alvo de suspensão de operações.
Origem provável da infecção
A OMS aponta que as primeiras pessoas com sintomas teriam sido contaminadas em terra, possivelmente em ilhas visitadas pela expedição, onde há maior concentração de roedores. A possibilidade de transmissão entre pessoas próximas também é investigada, embora a ameaça ao público em geral seja considerada baixa.
As autoridades reforçam que o risco para viajantes comuns é baixo e que a divulgação de informações permanece conforme fontes oficiais. A prática de inspeções e protocolos de saneamento naval segue rigorosa, com foco na segurança sanitária durante as operações marítimas.
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