- Dia do cartógrafo é celebrado em 6 de maio, destacando a evolução tecnológica e a função estratégica da área no IBGE.
- A cartografia envolve coleta de dados geoespaciais, produção de mapas e representação da superfície terrestre, com uso pelo IBGE para sustentar estatísticas e facilitar a compreensão pública.
- O IBGE ouviu dois cartógrafos: Eduardo Michalzechen Liberal Xavier (engenheiro cartógrafo, especialista em geodésia) e Vânia de Oliveira Nagem (cartógrafa, 40 anos na área, com foco em bases cartográficas e toponímia).
- As mudanças tecnológicas, como satélites, imagens de alta resolução, sistemas de informações geográficas e GNSS, transformaram a profissão, tornando-a mais rápida e precisa, sem substituir o trabalho humano.
- A geodésia sustenta a forma da Terra, o campo gravitacional e os referenciais usados no dia a dia, enquanto a toponímia cuida da padronização de nomes geográficos, fortalecendo identidade e integração com a sociedade.
Em 6 de maio, o Dia do Cartógrafo é celebrado no Brasil para destacar a evolução tecnológica e a importância estratégica da área no IBGE. A data relembra a origem da cartografia brasileira, com a determinação da latitude da Baía de Cabrália, na Bahia, pelos primeiros exploradores. A atuação atual envolve coleta de dados geoespaciais, produção de mapas e representação fiel da superfície terrestre.
O IBGE afirma que a cartografia sustenta a produção estatística por meio de base territorial e facilita a compreensão dos dados pela sociedade. Técnicos do instituto lembram que o trabalho envolve tanto técnicas modernas quanto conhecimento humano para interpretar o território.
A agência reuniu dois cartógrafos de gerações distintas: Eduardo Michalzechen Liberal Xavier, engenheiro cartógrafo e especialista em geodésia, e Vânia de Oliveira Nagem, cartógrafa com larga experiência em bases cartográficas, toponímia e temas ambientais.
A cartografia avançou com o advento de satélites, imagens de alta resolução, sistemas de informação geográfica e GNSS. Segundo Eduardo, a tecnologia reduziu significativamente o tempo de trabalho e aumentou a precisão, sem substituir o trabalho humano.
Vânia relata a transformação da profissão, da digitalização de cartas até a cartografia colaborativa e à integração com questões ambientais. O processo envolve validação de dados, correção de informações e validação de nomes geográficos com comunidades locais.
Eduardo atua na geodésia, área que define a forma da Terra, o campo gravitacional e os referenciais que permitem medições consistentes. Ele destaca que serviços como navegação, agricultura de precisão, petróleo, energia e aviação dependem dessas bases.
A geodésia, segundo ele, requer manutenção constante para evitar falhas no sistema que sustenta atividades cotidianas. A dependência tecnológica é elevada e, sem sustentação, pode haver impactos em diversas áreas.
Vânia dedicou parte da carreira à toponímia, área que padroniza nomes de rios, serras e localidades. Ela explica que a digitalização de cartas pode apresentar nomes diferentes, demandando pesquisa de campo para alinhar as informações com a forma reconhecida pela população.
Ambos destacam a evolução interna do IBGE desde 2010, com projetos que fortalecem a integração entre cartografia, estatística e educação ambiental. A expectativa é que a cartografia permaneça central para a representação fiel do território brasileiro.
Ao longo de décadas, a atuação de Eduardo e Vânia demonstra como a cartografia se adapta às novas tecnologias sem perder a essência analítica. No IBGE, eles ressaltam a importância de manter o sistema geodésico robusto para o funcionamento do país.
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