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Enzimas que atacam biofilme reduzem resistência bacteriana a antibióticos

Enzimas ApGH20 e ChGH20 dissolvem biofilme de Staphylococcus aureus, aumentando a eficácia da gentamicina contra bactérias resistentes no estudo de laboratório

Colônia da bactéria Staphylococcus aureus, em forma de pontos, linhas e manchas brancas, em placa de laboratório contendo ágar, substância avermelhada
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  • Enzimas ApGH20 e ChGH20, produzidas em laboratório, foram usadas para degradar o biofilme de Staphylococcus aureus, tornando as bactérias mais vulneráveis aos antibióticos.
  • O biofilme é uma camada protetora que facilita a adesão bacteriana e dificulta a ação de antibióticos e do sistema imune.
  • Em experimentos, a enzima ApGH20 mostrou maior eficiência, exigindo menor quantidade para agir sobre o biofilme; micrógrafos mostraram o enfraquecimento da película.
  • Quando usadas junto com o antibiótico gentamicina, as bactérias protegidas pelo biofilme puderam ser eliminadas com dosis até 16 vezes menores do que sem a enzima.
  • Além de amostras humanas, o método foi testado em bactérias de mastite em vacas, com redução de biofilmes, mas com resultados variáveis conforme o tipo de biopolímero presente.

Enzimas testadas contra o biofilme reduzem a resistência de bactérias aos antibióticos. O estudo, realizado no Instituto de Física de São Carlos da USP, avaliou enzimas produzidas em laboratório para uso junto a antibióticos contra bactérias multirresistentes. Os biofilmes protegem as bactérias, dificultando a ação de atual tratamento.

Pesquisadores explicam que o biofilme funciona como uma película adhesiva que permite a bactéria se defender de antibióticos e do sistema imune. Ao degradar essa “cola” que mantém as bactérias unidas, as enzimas fragilizam a defesa bacteriana e aumentam a eficiência dos fármacos.

As enzimas ApGH20 e ChGH20 foram aplicadas sobre biofilmes de Staphylococcus aureus. Em testes de microscopia, a camada protetora foi amplamente destruída, expondo as bactérias. Dentre os dois, ApGH20 mostrou maior eficiência, exigindo menor dose para o efeito.

O ponto mais promissor ocorreu quando as enzimas foram combinadas com gentamicina. Sem o biofilme, o antibiótico atuou de forma muito mais eficaz, reduzindo pela metade a concentração necessária para eliminar as bactérias protegidas.

Além de evidências com uma cepa humana, a equipe avaliou bactérias de mastite em bovinos. Resultados indicaram redução do biofilme, mas com variações conforme o tipo de biopolímero presente.

Perspectivas e próximos passos

Os autores afirmam que será necessário testar as enzimas em diferentes isolados bacterianos e com outros antibióticos para identificar combinações ideais. A continuidade envolve etapas pré-clínicas, estudos em animais e, posteriormente, aplicações hospitalares.

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