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Gordura hidrogenada: por que evitar e como identificar

Gordura hidrogenada ainda aparece em ultraprocessados; ler rótulos é essencial para evitar aumento do risco de infarto e AVC

Margarina pode ter gordura hidrogenada em sua composição
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  • A gordura hidrogenada continua presente em alimentos ultraprocessados, associada a piora do perfil de colesterol e ao acúmulo de placas nas artérias, aumentando o risco de infarto e AVC.
  • Embora a gordura trans industrial tenha sido banida no Brasil desde 2023, a gordura hidrogenada ainda pode aparecer nos ingredientes, mesmo com rótulos indicando 0 g de gordura trans.
  • Para identificar a presença, leia a lista de ingredientes em vez da tabela nutricional: termos como “gordura vegetal hidrogenada” ou “parcialmente hidrogenada” indicam gordura trans.
  • Alimentos comuns que podem conter esse tipo de gordura incluem biscoitos recheados, pães industrializados, massas prontas, pipoca de micro-ondas, sorvetes industrializados, cremes vegetais, margarinas e molhos prontos.
  • A recomendação é evitar ao máximo a gordura trans, pois não existe dose segura para consumo regular; a ANVISA atua desde 2023 para reduzir esse componente na alimentação.

Pouco conhecido pela população, o debate sobre gordura hidrogenada ganhou relevância após a proibição da gordura trans industrial no Brasil em 2023. A gordura hidrogenada continua presente em alguns ultraprocessados e pode trazer riscos ao sistema cardiovascular.

Especialistas destacam que essa gordura não oferece benefícios e está associada ao aumento do LDL e à redução do HDL, o que eleva a probabilidade de acúmulo de placas nas artérias. Assim, o consumo excessivo pode elevar o risco de infarto e AVC.

A evidência de associações com doenças coronarianas vem de estudos publicados por revistas da área, que sinalizam relação entre gordura hidrogenada e alterações no perfil lipídico. A presença dessa substância em rótulos pode indicar risco oculto.

Para identificar a gordura trans, a leitura atenta do rótulo é essencial. Termos como gordura vegetal hidrogenada ou parcialmente hidrogenada indicam a presença da substância, mesmo que a tabela nutricional apresente zero gramas.

Exemplos comuns de alimentos que podem conter essa gordura incluem biscoitos recheados, pães industrializados, massas prontas, pipoca de micro-ondas, sorvetes industrializados, cremes vegetais, margarinas, molhos prontos e refeições congeladas.

A recomendação técnica é evitar a gordura trans ao máximo, já que não há nível seguro de consumo regular. Organizações de saúde enfatizam zerar o consumo, especialmente em populações vulneráveis.

Além dos impactos cardiovasculares, o consumo de gordura hidrogenada pode favorecer inflamação, resistência à insulina, obesidade, acúmulo de gordura na região abdominal e efeitos negativos na saúde cerebral ao longo do tempo.

Anvisa e o marco regulatório

A Anvisa reforçou a eliminação progressiva das gorduras trans industriais no que diz respeito a alimentos industrializados. A norma vigente desde 2023 impõe restrições rigorosas que dificultam o uso de gorduras parcialmente hidrogenadas, alinhando-se a uma tendência global de reduzir doenças crônicas.

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