- A Organização Mundial da Saúde confirmou que a cepa hantavírus andino está envolvida nos casos do possível surto a bordo do cruzeiro de luxo MV Hondius, que teve três mortos.
- A OMS reiterou que, embora a transmissão entre pessoas já tenha ocorrido em situações raras, o risco para o público geral continua baixo.
- O navio, isolado na costa de Cabo Verde com cerca de 150 pessoas a bordo, teve três passageiros holandeses mortos e um alemão hospitalizado; alguns infectados foram retirados no porto de Praia.
- O rastreamento de contatos está em andamento, com sessenta e dois contatos identificados entre tripulantes, passageiros e profissionais de saúde, sem novos diagnósticos até o momento.
- Sobre o destino do navio, a Espanha concordou em recebê-lo em conformidade com o direito internacional; as Ilhas Canárias são contrárias à medida, e a decisão final cabe ao governo central.
A Organização Mundial da Saúde confirmou que a cepa Andes do hantavírus está presente nos casos ligados ao possível surto a bordo de um cruzeiro de luxo. A confirmação ocorreu nesta quarta-feira, após avaliação dos indicadores de transmissão.
Segundo a OMS, embora a transmissão pessoa a pessoa seja rara, ela pode ocorrer em contatos muito próximos. O cenário envolve três mortes e vários casos de infecção a bordo do navio, que partiu da América do Sul em direção à Espanha.
O navio permanece isolado próximo à costa de Cabo Verde, com cerca de 150 pessoas a bordo. Partiu de março, após origem na Argentina, e a rota atual é rumo às Ilhas Canárias, com previsão de atracagem na Espanha.
Casos adicionais aparecem no continente africano. Um homem que retornou à Suíça após ser passageiro do navio está sendo tratado em Zurique. Países europeus acompanham a situação com atenção.
Entre os feridos, há relatos de uma passageira holandesa falecida em Joanesburgo e de um viajante britânico hospitalizado. Profissionais de saúde e tripulantes seguem sob monitoramento para identificar novos contatos.
O Ministério da Saúde da África do Sul informou que 62 contatos foram identificados até o momento, incluindo tripulantes e profissionais de saúde. O monitoramento continua até o fim do período de incubação.
A Espanha confirmou a possibilidade de receber o MV Hondius, em conformidade com o direito internacional. Governos locais discutem a logística, com decisão final cabendo ao governo central da Espanha.
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