- Ted Turner morreu aos 87 anos, após luta contra demência de Lewy body, anunciada pela Turner Enterprises em 6 de maio.
- O empresário revelou o diagnóstico em 2018, dizendo que a doença o deixava cansado e que o esquecimento era o sintoma mais grave.
- A demência de Lewy body é a segunda forma mais comum de demência progressiva, ficando atrás do Alzheimer.
- A expectativa de vida após o diagnóstico varia entre dois e 20 anos, conforme especialistas.
- Não há cura, mas tratamentos podem ajudar a gerenciar sintomas; muitos remédios usados para Parkinson ou Alzheimer devem ser usados com cautela.
Ted Turner, fundador da CNN e empresário, morreu aos 87 anos após batalha contra a demência de Lewy, progressive form. A Turner Enterprises confirmou o falecimento em comunicado nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026.
Turner revelou pela primeira vez o diagnóstico em 2018, dizendo à CBS News que a doença o deixava cansado e esquecido, com a memória sendo o sintoma mais perturbador. A notícia de ontem foi divulgada pela empresa.
A demência com corpos de Lewy, ou LBD, é a segunda forma progressiva de demência, segundo a Mayo Clinic. O tempo de vida após o diagnóstico varia entre dois e 20 anos, aponta o National Institute of Neurological Disorders and Stroke.
A doença não é incomum entre figuras públicas; Robin Williams e Tom Seaver também foram associadas a LBD. A condição envolve proteínas Lewy bodies que afetam áreas do cérebro ligadas ao pensamento e à memória.
Sobre a demência de Lewy (LBD)
Entre os sinais relatados estão alucinações, desaceleração dos movimentos, rigidez, regulação irregular de funções corporais e alterações cognitivas. Existem ainda distúrbios do sono, atenção fluctuante e depressão.
A causa exata da LBD não é totalmente compreendida. Proteínas Lewy se acumulam em células cerebrais, danificando áreas associadas à cognição. Fatores de risco incluem idade, sexo masculino e histórico familiar.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é desafiador pela sobreposição com Alzheimer e Parkinson, levando meses ou anos para confirmação. Famílias devem acompanhar sintomas, pois sinais inesperados costumam estar ligados à LBD.
Não há cura, porém tratamentos visam controlar sintomas. Medicamentos usados para Parkinson e Alzheimer podem ajudar, mas pacientes são muito sensíveis a fármacos. Antipsicóticos antigos podem piorar a condição.
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