- O capitão do navio de luxo Hondius afirmou que a morte de um passageiro em abril foi por ” causas naturais” e que não havia risco para os demais a bordo.
- Semanas depois, a Organização Mundial da Saúde confirmou que o passageiro, junto com mais dois ligados à viagem, morreu após contrair hantavírus raro.
- A instituição disse que o vírus envolvido é o Andes, uma cepa de hantavírus conhecida por transmissão rara entre pessoas.
- Força-tarefa aponta que o surto está ligado ao Hondius, que saiu da Argentina em 1º de abril para uma travessia transatlântica com paradas na Antártida e ilhas remotas do Atlântico Sul.
- A origem provável envolve um casal holandês infectado antes do embarque, durante uma viagem de observação de aves pela região, com possíveis contaminações durante excursões em ilhas visitadas.
O capitão do navio de luxo Hondius informou aos passageiros, em abril, que a morte ocorrida a bordo era causada por “causas naturais” e que não havia risco para os demais ocupantes. Dias depois, autoridades de saúde passaram a confirmar que a passageira falecida, junto com outras duas pessoas ligadas à viagem, estavam contaminadas por uma cepa rara e, muitas vezes, mortal de hantavírus.
O Hondius, com bandeira holandesa, partiu da Argentina em 1º de abril para uma travessia transatlântica com paradas na Antártida e em ilhas remotas do Atlântico Sul. Pelo menos oito indivíduos já estão vinculados ao surto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que informou tratar-se do vírus Andes, uma hantavírus com transmissão pessoa a pessoa em casos raros.
Quais são os desdobramentos: o primeiro passageiro morreu em 11 de abril e teve o corpo desembarcado em 24 de abril, na ilha de Santa Helena. A esposa dele, que o acompanhava, adoecida durante o retorno, faleceu em 26 de abril. Na mesma semana, um passageiro britânico ficou gravemente doente e foi evacuado para a África do Sul em 27 de abril, onde segue em estado crítico, mas está estável.
A OMS confirmou em 6 de maio a identificação do Andes vírus por meio de exames laboratoriais. O navio cruzou o Atlântico com paradas em locais como a Antártida continental, Ilha de São Georgias, Nightingale, Tristan da Cunha, Santa Helena e Ascensão, conforme informações oficiais da organização.
A hipótese inicial aponta que um casal holandês, infectado antes de embarcar, participou de uma viagem de observação de aves pela Argentina, Chile e Uruguai. Nessas regiões houve avistamento de roedores conhecidos por carregar o Andes vírus, segundo a OMS. A possibilidade de infecção durante excursões em ilhas Remotas também é considerada.
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