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Cidade do México afunda 24 cm ao ano, observado do espaço

Agência espacial dos EUA aponta que a Cidade do México afunda cerca de 24 cm por ano, afetando monumentos, ruas e a rede de água; suspender extração é essencial

Nasa: Cidade do México está afundando 24 cm por ano; problema foi observado do espaço
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  • Dados da Nasa apontam afundamento de cerca de dois centímetros por mês na Cidade do México, totalizando aproximadamente 24 centímetros por ano.
  • Sinais já aparecem em monumentos e ruas, como a Catedral Metropolitana, outra igreja próxima e o Palácio Nacional, todos fora do eixo.
  • O monitoramento é feito pelo satélite Chado Nisar, que detecta mudanças semanais na superfície, mesmo com presença de nuvem ou vegetação.
  • O afundamento está ligado à extração de água do subsolo: o aquífero se reduz e a infraestrutura, incluindo tubulações, é afetada; estima-se que cerca de quarenta por cento da água bombeada seja perdida por vazamentos.
  • Em áreas centrais, o aeroporto registra afundamento acentuado e a estátua do Anjo da Independência teve degraus adicionados à base devido ao deslocamento.

A cidade de Cidade do México está afundando a um ritmo de quase 24 cm por ano, conforme dados divulgados pela Nasa. A medição país acima do solo é feita com um dos mais potentes sistemas de radar já enviadas ao espaço, capaz de detectar variações semanais na superfície.

Os novos dados indicam que a cidade afunda a uma taxa de quase 2 cm por mês. Sinais visíveis do fenômeno já aparecem em monumentos e na infraestrutura da capital, incluindo áreas centrais e prédios históricos. A observação em tempo real amplia o monitoramento do deslocamento.

Entre os locais mais afetados, a Catedral Metropolitana, a Basílica de Guadalupe e o Palácio Nacional mostram deslocamentos perceptíveis. A estátua do Anjo da Independência também registra afundamento, com impactos amplos na malha urbana.

Causas e contexto

O afundamento está relacionado à extração desordenada de água subterrânea. O solo da região foi formado sobre antigos leitos de rios e é relativamente pouco estável. Conforme o aquífero é bombeado, o solo se torna mais compressível, acelerando o deslocamento.

A cidade depende do aquífero para aproximadamente metade do abastecimento. O aumento do bombeamento, aliado a chuvas abaixo do esperado, reduz as reservas de água e agrava o afundamento. Estimativas indicam que cerca de 40% da água bombeada é perdida por vazamentos.

Desdobramentos e desafios

O fenômeno afeta toda a infraestrutura, incluindo redes de água, esgoto e o sistema de transporte, com ruas e vias deformadas. Especialistas destacam a necessidade de reduzir a extração de água para estabilizar o solo, porém o abastecimento hídrico diário da população complica qualquer medida drástica.

Especialistas ressaltam que o monitoramento com tecnologia de radar permite dimensionar o ritmo do afundamento e identificar zonas de maior risco. O desafio envolve equilibrar a preservação da infraestrutura com a garantia de suprimento de água para a população.

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