- Enchentes em Pernambuco e Paraíba deixaram oito mortos e milhares de desalojados, apontando para uma tendência recorrente.
- A especialista Raquel Rolnik afirma que, sem repensar o uso e a ocupação do solo, desastres continuam causando perdas humanas e desabrigos.
- Ela cita que, entre 2012 e 2026, o governo federal gastou mais de R$ 24 bilhões em resposta a desastres nesses estados e apenas R$ 9 bilhões em prevenção.
- A proposta é revisitar a forma de ocupação das cidades, áreas naturais e assegurar moradias para todos, evitando que pessoas sejam obrigadas a áreas de risco.
- A coluna Cidade para Todos, com Raquel Rolnik, é veiculada quinzenalmente na Rádio USP e no YouTube.
Oito pessoas mortas e milhares desabrigadas foram registrados em enchentes e deslizamentos nos estados de Pernambuco e Paraíba. A tragédia volta a ocorrer diante da continuidade de eventos extremos, sem que medidas preventivas avancem de forma estruturada.
A crítica vem da professora, arquiteta e urbanista Raquel Rolnik. Em sua coluna, ela aponta que o gasto federal com respostas emergenciais supera, de longe, os investimentos em prevenção entre 2012 e 2026.
Segundo a reportagem citada por Rolnik, foram mais de R$ 24 bilhões empregados pelo governo federal em ações de resposta a desastres no Nordeste nesses anos, contra cerca de R$ 9 bilhões em obras de prevenção.
Rolnik destaca que o desafio central é repensar as formas de uso e ocupação do solo. Ela afirma que a lógica de maximizar lucros de investimentos dificulta a adoção de estratégias eficazes de prevenção.
Para a especialista, prevenção envolve muito mais do que obras pontuais. É repensar a ocupação de cidades e assentamentos em relação às áreas naturais, garantindo espaço para todos e evitando áreas sujeitas a riscos de escorregamentos.
Análise de especialista
A coluna Cidade para Todos vai ao ar quinzenalmente; a edição atual é produzida pela Rádio USP, Jornal da USP e TV USP, com veiculação na Rádio USP e no YouTube.
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