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Testosterona para mulheres na menopausa: o que diz a ciência

Especialistas afirmam que a testosterona tem apenas indicação comprovada para o transtorno do desejo sexual hipoativo na menopausa; uso indevido pode trazer riscos

Implante com testosterona não é indicado para tratar problemas comuns da menopausa, como vem sendo disseminado por aí
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  • A testosterona tem apenas uma indicação comprovada na menopausa: transtorno do desejo sexual hipoativo (HSDD); não é entrega de reposição hormonal geral.
  • O uso indiscriminado para energia, névoa mental ou ganho muscular não é apoiado pela ciência e apresenta riscos à saúde.
  • A forma mais segura de uso é via via transdérmica (gel); implantes não são indicados para esse fim.
  • Antes de considerar testosterona, é essencial otimizar o estrogênio e avaliar fatores como estresse, relacionamentos, autoestima e uso de antidepressivos.
  • Mesmo quando há benefício percebido, o efeito geralmente parece anabolizante, não reposição; pode provocar acne, aumento do clitóris, alterações na voz e riscos hepáticos e cardíacos.

O uso de testosterona por mulheres na menopausa é um tema em pauta nas redes sociais, mas a evidência clínica é clara: só há indicação comprovada para o transtorno do desejo sexual hipoativo (HSDD). A afirmação de que a testosterona é solução para energia, memória, peso ou dor não tem respaldo científico sólido.

Especialistas destacam que a reposição hormonal na menopausa, quando necessária, deve priorizar o estrogênio. A testosterona é indicada apenas para o HSDD, após descartar fatores como estresse, saúde emocional, relacionamento e autoestima. Não se trata de tratamento amplo para a fase.

Para quem utiliza a testosterona, o médico orienta cautela. Em uso inadequado, há riscos como alterações hepáticas e cardíacas, além de efeitos colaterais estéticos. A forma de aplicação mais segura é a via transdérmica, via gel, formulado em farmácia de manipulação.

Indicação clínica e uso adequado

Apenas o transtorno do desejo sexual hipoativo tem indicação comprovada para testosterona em mulheres na menopausa. Mesmo assim, a terapêutica deve ser acompanhada, com avaliação de outras causas da queda de libido antes de qualquer prescrição.

Formas de administração também importam. Implantes são considerados inadequados pela comunidade médica, enquanto a via transdérmica em gel é a mais recomendada, com dosagem personalizada pelo médico.

O que fazer antes de considerar testosterona

Antes de optar pela testosterona, a otimização da terapia com estrogênio é essencial para mulheres com útero. Progesterona é indicada para proteger o endométrio. O estrogênio tem base de evidência robusta para ondas de calor, sono, humor, dor articular, saúde vaginal, densidade óssea e saúde cardiovascular.

Caso a libido permaneça baixa, é importante avaliar a relação afetiva, o estresse, a autoestima e o uso de certos antidepressivos. Em muitos casos, intervenções não hormonais, como terapia de casal, podem trazer resultados.

Busca por orientação médica

Especialistas ressaltam a necessidade de uma avaliação individualizada. O médico deve ouvir o histórico completo da paciente, entender o contexto e personalizar o tratamento, evitando seguir tendências ou protocolos genéricos.

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