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Ave extinta há mais de 100 anos reaparece na Caatinga

Periquito-cara-suja reaparece na Caatinga após mais de um século, com 33 ovos e filhotes em liberdade, resultado de projeto de conservação

Pyrrhura griseipectus, popularmente chamado de periquito-cara-suja, que estava em extinção na Caatinga brasileira.
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  • Filhotes de periquito-cara-suja nasceram em liberdade pela primeira vez na Serra das Almas, na divisa entre Ceará e Piauí, no dia 17 de março de 2026, resultado de um projeto de recuperação da espécie.
  • A espécie Pyrrhura griseipectus, rara e nordestina, teve histórico de declínio devido a desmatamento, tráfico e perda de habitat, chegando a quase desaparecer na Caatinga.
  • Em fevereiro de 2026 foram encontrados 33 ovos nas caixas-ninho instaladas na reserva; poucos meses depois, ocorreram os nascimentos na natureza.
  • Atualmente cerca de 23 indivíduos adultos vivem soltos na reserva; projeção é de possível acréscimo populacional ainda em 2026, caso as condições permaneçam estáveis.
  • O renascimento ocorreu após o programa Refaunar Arvorar, com avaliação veterinária, quarentena, adaptação em recintos, fortalecimento do voo, alimentação com recursos nativos e envolvimento de comunidades locais para proteger a área.

Um projeto de conservação levou à reintrodução do periquito-cara-suja, espécie considerada extinta na Caatinga há mais de um século. Filhotes nasceram em liberdade no dia 17 de março de 2026, na Serra das Almas, entre Ceará e Piauí, após anos de trabalho.

A espécie Pyrrhura griseipectus, pequena ave verde com peito acinzentado, enfrentou desmatamento, tráfico e perda de habitat. A recuperação começou com o programa Refaunar Arvorar, em parceria com a Associação Caatinga, a Aquasis e o Parque Arvorar.

Antes da soltura, cada animal passou por avaliação veterinária, quarentena e adaptação em recintos amplos. O projeto envolveu fortalecimentos do voo, alimentação nativa e reconexão de laços sociais no bando.

A reserva recebeu um viveiro de aclimatação, guarda-parques treinados e 40 comunidades locais integradas na proteção da área, formando um cinturão humano de conservação.

Em fevereiro de 2026, foram encontrados 33 ovos nas caixas-ninho, indicando reprodução natural. Semanas depois, nasceram os filhotes, marcando a primeira reprodução natural na Serra das Almas em mais de um século.

Hoje, estima-se que cerca de 23 indivíduos adultos vivam soltos na reserva. Se as condições se mantiverem, a população pode crescer ainda em 2026, segundo especialistas.

Desafios persistem, como predadores, chuvas intensas que alagam ninhos e a alimentação dos filhotes. A equipe monitora cada etapa com atenção para manter o ganho obtido.

Um ponto crítico é a restauração da vegetação nativa da Caatinga em larga escala. Sem forestas serranas conectadas, os benefícios da recuperação podem não se sustentar a longo prazo.

O renascimento do periquito-cara-suja demonstra que aves extintas localmente podem ser recuperadas com ciência, planejamento e vontade política. A notícia reforça a importância de conservação na Caatinga, bioma ainda pouco protegido.

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