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Caminhão atômico militar com 24 rodas quase cruza Ártico com energia nuclear

Projeto de caminhão atômico com reator nuclear, inspirado no Overland Train, visava operar no Ártico durante a Guerra Fria, mas não saiu em produção

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  • O “caminhão atômico” foi estudado na era da Guerra Fria como evolução do Overland Train de LeTourneau, para operar no Ártico sem reabastecimento.
  • O Overland Train TC-497 Mark II tinha 170 metros de comprimento, 54 rodas motrizes com motores elétricos, potência de 4.700 cavalos, peso vazio de 300 toneladas e carga útil de 150 toneladas.
  • Testado no deserto do Arizona e no Ártico, o veículo nunca entrou em produção em série; em 1969 foi vendido como sucata por US$ 1,4 milhão, e a cabine está preservada no Yuma Proving Ground.
  • A ideia nuclear previa 24 rodas, custo estimado de US$ 15 milhões na época, equivalente hoje a cerca de R$ 100 milhões, com reator compacto fornecendo energia para tração e sistemas a bordo.
  • Hoje, Rússia e China testam veículos pesados para o Ártico e o Brasil poderia adaptar conceitos semelhantes para logística na Amazônia; o caminhão atômico permanece como símbolo da ousadia tecnológica da época.

O chamado caminhão atômico foi estudado como solução militar durante a Guerra Fria. A ideia surgiu a partir do conceito do Overland Train, um veículo gigante com reator nuclear a bordo para operar em desertos, tundras e regiões congeladas sem reabastecimento. O objetivo era sustentar operações logísticas em áreas remotas.

Quem criou o conceito foi o engenheiro R.G. LeTourneau, conhecido por patentes e veículos off-road. Nos anos 1950, ele desenvolveu os chamados trens terrestres para o Ártico, com o VC-12 Tournatrain 6×6 e o TC-497 Mark II, o mais avançado do conjunto. Esses veículos apoiavam a Linha DEW, rede de radares para detectar ataques soviéticos.

O TC-497, peça central da história, tinha 170 metros de comprimento, 12 módulos interligados e 54 rodas motrizes. Potência de 4 turbinas Solar 10MC, gerando 4.700 cv. Pesava 300 toneladas no vazio e podia levar mais 150 toneladas de carga. Tinha velocidade máxima de 36 km/h em terreno plano.

A autonomia alcançava 640 quilômetros com tanques cheios. A cabine oferecia cozinha, beliches para seis tripulantes e banheiro, permitindo missões longas. Construído em alumínio para reduzir peso, foi testado no Arizona e no Ártico, mas não entrou em produção. Em 1969, foi vendido como sucata por US$ 1,4 milhão, e a cabine permanece no Yuma Proving Ground.

Características do TC-497

  • Comprimento: 170 metros, composto por 12 módulos interligados.
  • Rodas: 54 motrizes, cada uma com motor elétrico.
  • Potência: 4.700 cv, fornecida por quatro turbinas Solar 10MC.
  • Peso: 300 toneladas (vazio); carga útil de 150 toneladas.
  • Velocidade: até 36 km/h em terreno plano.
  • Alcance: 640 km sem reabastecimento.
  • Cabine: cozinha, beliches para seis, banheiro.

Origens da ideia nuclear

Durante a Guerra Fria, militares buscaram uma forma de operar no Ártico sem depender de linhas de suprimento. Substituir as turbinas do Overland Train por um reator nuclear compacto foi discutido, com projetos como Convair NSSP e ANP-3. A versão nuclear reduziria o tamanho para 24 rodas e permitiria transportar mais de 100 toneladas por terreno extremo.

O custo estimado na época era de US$ 15 milhões, hoje equivalente a cerca de R$ 100 milhões. A visão era de veículo praticamente autônomo, com a tripulação revezando em turnos enquanto o reator fornecia energia para tração e sistemas a bordo. Atualmente, veículos pesados para o Ártico são explorados por Rússia e China, enquanto o Brasil observa possibilidades logísticas na região amazônica.

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