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Caso suspeito de hantavírus em ilha remota; tripulante testado negativo

Novo caso suspeito de hantavírus é registrado na ilha de Tristan da Cunha; tripulante de avião envolvido testou negativo, OMS mantém risco baixo

Hantavírus é de risco baixo, segundo OMS
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  • Novo caso suspeito de hantavírus foi identificado em cidadão britânico na ilha de Tristan da Cunha, parada do navio MV Hondius em 15 de abril.
  • Três mortes já ocorreram desde 1º de abril; a esposa de um homem holandês de 70 anos tem diagnóstico confirmado, e um alemão morreu a bordo; as outras duas mortes seguem sob investigação.
  • Quatro infectados confirmados seguem em tratamento: dois britânicos, um holandês e um suíço, em hospitais no Reino Unido, na Holanda e na Suíça.
  • Uma comissária de bordo da KLM, que teve contato com a holandesa morta, testou negativo; a Organização Mundial da Saúde classifica o risco de propagação para a população em geral como absolutamente baixo.
  • O MV Hondius partiu de Ushuaia em 1º de abril com 88 passageiros e 59 tripulantes; a embarcação deve chegar a Tenerife no domingo, enquanto o CDC elevou o surto a nível de emergência 3, e Singapura isolou dois passageiros. A OMS deve divulgar atualização sobre o total de casos ainda nesta sexta.

Um novo caso suspeito de hantavírus foi identificado em Tristan da Cunha, ilha remota no Atlântico Sul, informaram autoridades britânicas nesta sexta-feira, 8 de maio. O caso envolve um cidadão britânico; não foram divulgados detalhes adicionais pela UK Health Security Agency (UKHSA).

O MV Hondius permanece como foco da investigação. O cruzeiro já registrou três mortes desde o início da viagem, em 1º de abril. O primeiro óbito foi de um holandês de 70 anos, ocorrida a bordo em 11 de abril por insuficiência respiratória. A segunda vítima, também da Holanda, é a esposa dele, 69, que desembarcou em Joanesburgo no dia 24 e faleceu no dia seguinte; ela teve diagnóstico confirmado de hantavírus. O terceiro morto foi um alemão que faleceu a bordo em 2 de maio. As demais mortes seguem sob investigação.

Quatro infectados confirmados estão hospitalizados: dois britânicos, um holandês e um suíço, em unidades na Reino Unido, Holanda e Suíça, conforme a Reuters. Uma comissária de bordo da KLM, internada em Amsterdã após contato com a passageira holandesa morta, testou negativo para o vírus, segundo a OMS. A organização classificou o risco de propagação para a população em geral como absolutamente baixo.

O navio partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, com 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades. A Oceanwide, operadora do Hondius, afirmou que não há passageiros com sintomas a bordo. A embarcação deve atracar em Tenerife, Ilhas Canárias, no próximo domingo, 10 de maio.

Nos Estados Unidos, o CDC classificou o surto como emergência de nível 3, o mais baixo da escala de ativação. Vários estados monitoram residentes assintomáticos que desembarcaram do navio, e Singapura isolou e testou dois passageiros que estiveram a bordo. A OMS prometeu atualizar o número total de casos ainda nesta sexta-feira.

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