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CTNBio aprova primeira cana-de-açúcar com biotecnologia combinada

CTNBio aprova primeira cana com duas tecnologias transgênicas: resistência à broca-da-cana e tolerância ao glifosato, com chegada prevista para 2026/27

Operação com caminhão de transporte de cana-de-açúcar em um campo na usina
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  • A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança aprovou a primeira cana-de-açúcar com duas tecnologias transgênicas: resistência à broca-da-cana e tolerância ao herbicida glifosato.
  • Segundo o Centro de Tecnologia Canavieira, trata-se da primeira variedade a combinar essas duas tecnologias, ampliando o portfólio da empresa.
  • O produto integra a estratégia do CTC de dobrar a produtividade da cana até 2040, com avanços em genética, biotecnologia e manejo.
  • A chegada ao mercado está prevista para a safra 2026/27, sujeita aos trâmites legais e à validação de segurança em colaboração com outros países.
  • A empresa destaca que a broca causa perdas de cerca de R$ 8 bilhões por ano e que o controle de plantas daninhas exige mais de R$ 6 bilhões em herbicidas e operações, evidenciando a relevância da solução.

A CTNBio aprovou uma nova geração de cana-de-açúcar desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que combina resistência à broca-da-cana e tolerância ao herbicida glifosato em uma mesma planta. A divulgação foi feita pela empresa.

Segundo o CTC, a variedade representa a primeira cana com duas tecnologias transgênicas associadas. O grupo já havia lançado cana com resistência à broca e busca ampliar a produtividade até 2040 por meio de genética, biotecnologia e novos métodos de manejo.

A previsão é que a cana com tecnologia combinada chegue ao mercado na safra 2026/27, após a conclusão dos trâmites legais. A empresa reforçou que manterá o rigor científico no processo de validação de segurança.

Para o setor, a inovação aparece em um contexto de perdas significativas provocadas pela broca-da-cana, estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, impactando produtividade, peso da cana e teor de açúcar.

Além disso, o controle de plantas daninhas demanda mais de R$ 6 bilhões anuais em herbicidas e manejo agrícola, o que reforça o potencial de uma cana tolerante a herbicidas.

O CTC afirma que a solução amplia o controle da praga e facilita o manejo de ervas invasoras como grama-seda, capim-colonião, capim-colchão e braquiária, ao mesmo tempo em que reduz riscos de fitotoxicidade.

Processo regulatório e perspectivas de mercado

A empresa informou que alguns países solicitam informações adicionais dos detentores de tecnologia para validar segurança e características da nova variedade. O CTC disse que continuará esses procedimentos com o rigor científico necessário.

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