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Desmatamento cai 40% no cerrado e 15% na Amazônia em abril

Desmatamento cai em abril: quarenta por cento no cerrado e quinze por cento na Amazônia; acumulado de janeiro a abril confirma tendência de redução nos dois biomas

Área desmatada em trecho da rodovia AM-366, no município de Tapauá (AM). A abertura da estrada, feita sem o devido licenciamento ambiental, impulsionou a ocupação de terrenos ao longo da via para moradia, plantio e criação de gado
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  • Em abril, alertas de desmatamento caíram 40% no cerrado e 15% na Amazônia, com áreas desmatadas de 418 km² no cerrado e 228 km² na Amazônia.
  • No acumulado de janeiro a abril, a Amazônia somou 627 km² desmatados, queda de 6% frente ao mesmo período de 2025; o cerrado registrou 1.884 km², queda de 4%.
  • A estação chuvosa, que ocorre no primeiro semestre, costuma reduzir os índices de desmate e diminuir a precisão das imagens de satélite por maior cobertura de nuvens.
  • Os números vêm do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que orienta ações de fiscalização; o Prodes apresenta dados mais precisos, com divulgação anual.
  • Entre os estados, na Amazônia lideraram desmatamento Mato Grosso, Roraima e Pará; no cerrado, Tocantins, Maranhão e Bahia tiveram os maiores valores.

O mês de abril registrou queda nos alertas de desmatamento no Brasil, tanto na Amazônia quanto no Cerrado. Segundo o sistema Deter do Inpe, os números indicam menor ritmo de destruição nos dois biomas frente a abril de 2025.

Na Amazônia, os alertas somaram 228 km² de área desmatada em abril, queda de 15% em relação aos 270 km² de igual mês do ano anterior. No Cerrado, a redução foi mais expressiva, de 691 km² para 418 km².

Os dados de abril foram divulgados nesta sexta-feira pelo Inpe. O Deter emite alertas para orientar a fiscalização, enquanto o Prodes, com metodologia distinta, consolida números anuais mais precisos.

Panorama acumulado de janeiro a abril

De janeiro a abril, a Amazônia registrou 627 km² de perda de vegetação nativa, queda de 6% ante o mesmo período de 2025. O Cerrado teve 1.884 km² desmatados, queda de 4%.

A atuação de fiscalização é influenciada pela estação chuvosa, que reduz derrubadas no primeiro semestre, além da menor precisão de imagens por nuvens. O ritmo costuma reverter com o fim da estação chuvosa.

Perspectivas e contextos adicionais

O período reforça a trajetória de queda no desmate desde o retorno de Marina Silva ao Ministério do Meio Ambiente, em 2023. Ainda assim, o acumulado de 2026 permanece entre os mais baixos da série histórica para a Amazônia e, entre os menores para o Cerrado.

Entre os estados, na Amazônia, Mato Grosso, Roraima e Pará aparecem como principais responsáveis pelos desmatamentos neste ano. No Cerrado, Tocantins, Maranhão e Bahia lideram as perdas, respectivamente.

Fatores climáticos e próximos meses

Especialistas apontam que o El Niño, previsto para o primeiro semestre com intensidade moderada a forte, pode elevar estiagem e, por consequência, o desmatamento e incêndios nas regiões Norte e Nordeste. O fenômeno ainda pode ampliar desafios de fiscalização.

O desmatamento continua sendo a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Em 2024, respondeu por cerca de 42% do total de carbono emitido pelo país, segundo o Seeg. A recuperação depende de ações firmes de controle e conservação.

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