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Diagnóstico do Alzheimer: critérios médicos e abordagem

Diagnóstico do Alzheimer no Brasil usa critérios clínicos com biomarcadores; diagnóstico precoce pode melhorar qualidade de vida e orientar cuidados

As causas exatas da doença de Alzheimer não são totalmente compreendidas, mas uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida podem ter um papel importante no desenvolvimento da doença - Foto: Pixabay
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  • A Academia Brasileira de Neurologia trabalha em diretrizes nacionais para o diagnóstico do Alzheimer, com o DCNCE sendo responsável pelo primeiro consenso adotado no país em 2005.
  • O diagnóstico é clínico e envolve anamnese detalhada, avaliação neurológica e testes cognitivos, complementados por biomarcadores para confirmar a condição.
  • Exames de imagem, como ressonância magnética, ajudam a excluir causas reversíveis e podem mostrar atrofias em regiões temporais, parietais e mediais; o PET-FDG avalia o metabolismo cerebral.
  • Biomarcadores no líquido cefalorraquidiano mostram baixa de beta-amiloide e aumento de tau total e, principalmente, de tau fosforilada, associando-se à degeneração neural característica da doença.
  • A doença é dividida em três fases—pré-clínica, comprometimento cognitivo leve e demência—com diagnóstico precoce potencialmente melhorar a qualidade de vida, embora nem todos os biomarcadores estejam plenamente aprovados ou economicamente viáveis no Brasil.

O diagnóstico da doença de Alzheimer no Brasil segue critérios nacionais desenvolvidos pelo Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. O primeiro consenso adotado no país ocorreu em 2005, com atualizações apresentadas na série de artigos de 2022.

O processo diagnóstico é predominantemente clínico, apoiado por biomarcadores. A anamnese detalhada envolve paciente e familiares e busca sinais cognitivos, funcionais e neuropsiquiátricos, como perda de memória, difícil nomiação e alterações de comportamento.

A avaliação inclui exame neurológico, testes cognitivos e exames complementares para diagnóstico diferencial. A ressonância magnética ajuda a afastar causas vasculares ou expansivas e pode revelar atrofias em regiões temporais, mediais ou parietais altas. O PET-FDG avalia o metabolismo cerebral.

Biomarcadores e estágios da doença

A detecção de biomarcadores no líquido cefalorraquidiano mostra queda de beta-amiloide e aumento de tau total e p-tau, associando-se a placas amiloides e emaranhados neurofibrilares. Esses marcadores ajudam a caracterizar a progressão da neurodegeneração.

Sonia Brucki descreve a doença em três fases: pré-clínica, comprometimento cognitivo leve e demência. A demência ocorre quando há impacto significativo nas atividades diárias.

A identificação de biomarcadores pode ocorrer anos antes dos sintomas, o que demanda avaliação prática no contexto brasileiro. Alguns exames de biomarcadores ainda não estão amplamente aprovados pela Anvisa, e custos/efetividade variam conforme o método.

Desafios de disponibilidade e acesso

A tomografia computadorizada é comum no Brasil e tem custo inferior, sendo usada na atenção primária para descartar lesões estruturais. Em muitos cenários, pode equivaler à ressonância magnética na exclusão de diagnósticos diferenciais.

O artigo sobre diagnóstico, elaborado pelo Departamento Científico da ABN, sintetiza diretrizes adotadas no país e está disponível para consulta. Para mais informações, profissionais de referência apontam contatos com especialistas da USP e de instituições associadas.

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