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Dormir no mesmo horário todo dia pode retardar envelhecimento, aponta estudo

Rotinas de sono e atividade estáveis associam-se a envelhecimento fisiológico mais lento, indicando possível alvo para intervenções que desacelerem o envelhecimento

Adultos com padrões diários de repouso e atividade mais fortes e consistentes apresentaram sinais de envelhecimento mais lento no estudo
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  • Estudo da Universidade Johns Hopkins, publicado na JAMA Network Open, com 207 participantes e média de 68 anos, que usaram dispositivos vestíveis por cerca de sete dias e registraram horários de sono e descanso.
  • Rotinas mais estáveis de sono e atividade foram associadas a sinais de envelhecimento fisiológico mais jovem, especialmente nos relógios GrimAge e PhenoAge, mesmo após ajustar por idade, sexo, escolaridade e saúde.
  • Pesquisadores destacam a importância dos ritmos circadianos para envelhecimento saudável e sugerem que esses padrões podem servir como marcadores da taxa de envelhecimento.
  • O estudo é exploratório e transversal, com limitações como tamanho da amostra e ausência de acompanhamento longitudinal, o que pode subestimar o fenômeno.
  • Futuras etapas incluem acompanhar os participantes ao longo do tempo, realizar ensaios clínicos e explorar monitoramento contínuo por wearables para testar intervenções que tornem os ciclos diários mais consistentes.

O estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, vinculou a regularidade de sono e atividades diárias a sinais de envelhecimento fisiológico mais jovens. Publicado na revista JAMA Network Open, ele analisou ritmos de repouso e movimento de participantes ao longo de uma semana e relacionou-os a marcadores genéticos de idade.

Foram observados 207 idosos participantes, com média de 68 anos, oriundos do Baltimore Epidemiologic Catchment Area. Os voluntários utilizaram dispositivos vestíveis no pulso por cerca de sete dias e registraram horários de sono, cochilos e atividades. Os dados foram comparados com exames de sangue que estimam o envelhecimento fisiológico por meio de quatro relógios epigenéticos.

Dados e método

Os relógios epigenéticos Horvath, Hannum, PhenoAge e GrimAge foram usados para medir alterações químicas no DNA associadas ao avanço da idade. A partir dessa abordagem, os pesquisadores verificaram que maior regularidade entre dia e noite, com menos interrupções, associou-se a uma idade biológica mais jovem, principalmente no GrimAge e PhenoAge. A associação resistiu a ajustes por idade, sexo, escolaridade e condições de saúde.

Significado e próximos passos

Para o estudo, manter horários estáveis de sono e atividades aparece como possível marcador de envelhecimento fisiológico. Contudo, os autores ressaltam limitações: o estudo é exploratório, transversal e com tamanho amostral relativamente pequeno. Pesquisas futuras devem acompanhar os participantes ao longo do tempo para explorar relações de causa e efeito.

Perspectivas futuras

Os autores destacam a possibilidade de monitoramento contínuo de marcadores de envelhecimento por dispositivos vestíveis e avaliam a viabilidade de ensaios clínicos que testem intervenções para tornar os ciclos diários mais estáveis. O objetivo é entender se a consistência de sono e atividades pode retardar o envelhecimento fisiológico.

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