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Hantavírus no Brasil: riscos e formas de prevenção

Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga onze sob análise; risco envolve síndromes cardiopulmonar e renal, com mortalidade elevada

Tubos de ensaio com amostrar do hantavírus, que atingiu um cruzeiro de luxo
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  • Paraná confirma dois casos de hantavirose, com 21 notificações já descartadas e outras 11 sob análise.
  • A doença pode causar, conforme a variante, síndrome cardiopulmonar ou febre hemorrágica com síndrome renal.
  • A mortalidade é alta: pode chegar a 80% ou 90% sem suporte, e fica em cerca de 40% nos casos pulmonares e 38% a 40% nas formas renais.
  • Não há antiviral específico; o tratamento é de suporte, incluindo ventilação mecânica e manejo da função cardíaca e de hemorragias.
  • Prevenção envolve evitar contato com fezes e urina de roedores, manter ambientes limpos e ventilados, vedar frestas e realizar desratização rápida em locais suspeitos.

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus no estado. Além disso, 21 notificações já foram descartadas e outras 11 permanecem em análise pelas autoridades sanitárias. A divulgação ocorre enquanto a vigilância epidemiológica permanece atenta a novas suspeitas.

O hantavírus pode provocar duas síndromes distintas: a cardiopulmonar, comum nas Américas, e a febre hemorrágica com síndrome renal, mais frequente na Europa e na Ásia. A gravidade varia conforme a variante; ambas apresentam risco significativo de complicações.

Na variante americana, o vírus atinge pulmões e coração, levando a dificuldade respiratória, insuficiência respiratória e falência cardíaca. Em casos europeus e asiáticos, há febre alta, dores pelo corpo e risco de hemorragias e insuficiência renal.

A taxa de mortalidade dos dois quadros é elevada, especialmente sem suporte intensivo. Sem antiviral específico, o tratamento se baseia em suporte clínico: ventilação, suporte cardíaco e controle de sangramentos. A mortalidade pode chegar a 80% em cenários sem assistência adequada.

A transmissão ocorre principalmente por contato com urina, fezes ou saliva de roedores contaminadas, principalmente em ambientes fechados e pouco ventilados. A vigilância do Paraná reforça a necessidade de prevenção em espaços com roedores.

Para prevenir, recomenda-se evitar o contato com fezes e urina de roedores, manter locais limpos e bem ventilados, vedar frestas e controlar roedores. Em locais fechados ou abandonados, utiliza-se máscara, luvas e desinfetantes, evitando varrer para não levantar poeira.

Casos e áreas de investigação recebem desratização rápida e acompanhamento de autoridades de saúde para impedir novas infecções. O estado informa que a hantavirose continua sob monitoramento e permanece controlada no Paraná.

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