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Novo spray nasal contra gripe pode ampliar vacinação infantil

Estudo australiano acompanha 270 crianças para testar spray nasal contra gripe, buscando aumentar adesão à vacinação infantil no Hemisfério Sul

Na Austrália, cerca de 72% dos pais concordam que com um método menos invasivo, como o spray nasal, eles dariam mais prioridade à vacinação dos filhos
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  • O estudo australiano SNIFFLES acompanhará 270 crianças de dois a nove anos para comparar a vacina injetável com o spray nasal FluMist.
  • O objetivo é entender como cada imunização ativa a resposta imune e verificar se o spray pode aumentar a adesão à vacinação infantil.
  • A pesquisa ainda está em recrutamento e não há resultados publicados até o momento.
  • Pesquisa nacional indica que cerca de 72% dos pais tendem a priorizar opções sem agulha, o que motiva esse estudo.
  • Amostras de sangue coletadas devem ser encaminhadas à Organização Mundial da Saúde para orientar as cepas da vacina utilizadas no Hemisfério Sul.

O Murdoch Children’s Research Institute, na Austrália, investiga se um spray nasal contra a gripe pode tornar a vacinação infantil menos intimidante e mais eficaz. O estudo acompanha 270 crianças de 2 a 9 anos que ainda não tomaram a vacina. A pesquisa compara a vacinação injetável tradicional com o FluMist, spray nasal produzido pela AstraZeneca.

O projeto, chamado SNIFFLES, busca entender como cada imunizante provoca respostas no sistema imune das crianças. A ideia é oferecer às famílias a escolha entre as duas opções, observando adesão, tolerância e eficácia.

Segundo o responsável pelo estudo, Shidan Tosif, o spray nasal já é usado com segurança em outros países. A novidade é avaliá-lo pela primeira vez na Austrália e medir as reações imunológicas após a vacinação.

A elevada hesitação de pais em vacinar crianças é um desafio no país. Dados de um projeto de vigilância indicam que cerca de 72% dos pais dizem que uma opção sem agulha aumentaria a prioridade pela vacinação infantil.

Além da adesão, a pesquisa pode orientar futuras vacinas contra influenza para crianças. Parte das amostras de sangue coletadas durante o estudo será encaminhada à Organização Mundial da Saúde para ajudar a definir cepas da vacina para o Hemisfério Sul.

Tosif aponta que o envio de amostras ajuda a preencher lacunas no monitoramento da gripe, que costuma enfatizar dados do Hemisfério Norte. As informações pretendem melhorar a eficácia da vacina na região australiana e apoiar a vigilância global.

A pesquisa ainda está em recrutamento; não há resultados publicados até o momento. Os pesquisadores seguirão analisando os dados para verificar se o spray nasal aumenta a adesão e a resposta imune contra a gripe.

Adesão e impacto global

  • A pesquisa pode influenciar o desenho de vacinas futuras para crianças.
  • A colaboração com a OMS busca alinhar cepas para anos seguintes.
  • O estudo enfatiza a importância de incluir o Hemisfério Sul nas decisões de vigilância.

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