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Transmissão do hantavírus é difícil e o risco é baixo, diz infectologista

Infectologista Luana Araújo afirma que hantavírus tem risco baixo e transmissão é difícil; Brasil não tem relação entre casos nacionais e o surto no navio

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  • O hantavírus é de baixo risco para a saúde pública global; o risco é relevante apenas para quem estava a bordo do navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.
  • Aproximadamente 149 passageiros, e até o momento foram registrados 8 casos no navio.
  • Não há antiviral específico; vacinas estão em desenvolvimento há bastante tempo.
  • A maioria das cepas se transmite por secreções de roedores; a cepa Andes, presente no navio, é a única com transmissão entre humanos.
  • Os dois casos confirmados no Brasil não têm relação com o surto no cruzeiro; no Brasil, a hantavirose é registrada, em média, perto de dez casos por ano.

O hantavírus tem risco baixo para a saúde pública global, segundo a infectologista Luana Araújo. Em entrevista ao Hora H, ela analisou o surto a bordo de um navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde e confirmou dois casos no Brasil.

Segundo a especialista, o perigo é relevante apenas para as pessoas expostas no contexto do navio, não representando uma ameaça ampla à saúde pública. Ela destacou que o vírus não se comporta como uma ameaça pandêmica.

Sobre o hantavírus

A especialista lembrou que o hantavírus é conhecido desde as décadas de 1950 a 1970, com ausência de antiviral específico. Vacinas em desenvolvimento existem, mas a doença permanece rara e distribuída em várias regiões do mundo, incluindo o Brasil.

Ela comparou o hantavírus ao SARS-CoV-2: a transmissão é mais complexa e menos eficiente. Enquanto o Covid-19 afeta o trato respiratório de forma comum, o hantavírus se multiplica nos pulmões, dificultando a transmissão entre pessoas.

Entre os cerca de 149 passageiros do navio, apenas oito casos foram confirmados até o momento. A visão é de que o surto não funciona como um gatilho de ampla disseminação.

Casos no Brasil não guardam relação com o cruzeiro

Sobre os dois casos confirmados no Brasil, com 11 em investigação e 21 descartados, a infectologista reiterou que não há relação com o surto do navio. O governo do Paraná já havia sinalizado essa conexão ausente.

A maioria das cepas do hantavírus é transmitida por secreções de roedores, como sangue, urina e saliva, e não entre pessoas. A cepa Andes, presente no navio, é a exceção que pode haver transmissão entre humanos.

Ela destacou a importância do conceito de saúde única, que envolve ambiente, animais e seres humanos. Medidas que reduzam a exposição a roedores ajudam a minimizar o risco de hantavírus e de outros microrganismos.

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