- A maior usina solar do mundo é a Midong Solar Park, na China, com 3,5 GW; entrou em operação em 2024 e gera cerca de 6,09 bilhões de kWh por ano.
- Na sequência aparecem Bhadla Solar Park, na Índia, com 2,25 GW; Huanghe Hydropower Golmud Solar Park, na China, com ~2,2 GW; Pavagada Solar Park, na Índia, com ~2,05 GW; e Benban Solar Park, no Egito, entre 1,65 GW e 1,8 GW.
- Outros grandes complexos incluem Tengger Desert Solar Park, na China, com ~1,55 GW; Noor Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, entre 1,17 GW e 1,2 GW; Datong Solar Power Top Runner Base, na China, com ~1 GW; e Noor Complex Solar, no Marrocos, com cerca de 580 MW.
- No Brasil, destacam-se o Complexo Solar Janaúba, em Minas Gerais, ~1,2 GW; Solar do Sertão, na Bahia, 690 MWp; São Gonçalo, no Piauí, até 864 MWp; Pirapora, em Minas, ~399–480 MWp; e Nova Olinda, no Piauí, 292 MWp.
- Desafios do setor incluem gaps de transmissão, curtailment (corte de geração) e custos financeiros; globalmente, a expansão desacelerou entre 2024 e 2025, mas a energia solar continua entre as fontes que mais crescem.
A energia solar continua ganhando força globalmente, passando de 1% da geração de eletricidade em 2015 para cerca de 6% em 2024. A queda de custos e a expansão na China ajudaram no avanço, assim como políticas públicas de incentivo.
No Brasil, a participação de fontes renováveis na matriz já supera 80%, com a solar respondendo por mais de 25% da geração. A capacidade operada no país já supera 68 GW, ampliando cadeias industriais e empregos.
As maiores usinas solares do mundo estão concentradas em China, Índia, Egito, Emirados Árabes e Marrocos. Projetos de grande escala combinam excelente insolação, disponibilidade de terra e políticas de expansão renovável.
Maior usina do mundo e lideranças globais
A maior usina solar do mundo é Midong Solar Park, na China, com 3,5 GW. Localizada em Xinjiang, entrou em operação em 2024 e gera cerca de 6,09 bilhões de kWh por ano, segundo estimativas.
Bhadla Solar Park, na Índia, vem logo depois, com aproximadamente 2,25 GW. Instalado no Rajasthan, começou a ser desenvolvido em 2015 e simboliza a aposta indiana em ampliar renováveis.
Huanghe Hydropower Golmud Solar Park, também na China, tem cerca de 2,2 GW. O projeto integra megausinas com linhas de transmissão de ultra-alta tensão para atender centros urbanos distantes.
Pavagada Solar Park, na Índia, soma cerca de 2,05 GW. O parque foi estruturado pela parceria entre o governo de Karnataka e a SECI, aproveitando terras áridas para atrair investimentos.
Benban Solar Park, no Egito, fica entre 1,65 GW e 1,8 GW. Construído no deserto de Aswan, ganhou escala com tarifas incentivadas a partir de 2014, tornando-se referência na África.
Tengger Desert Solar Park, na China, com cerca de 1,55 GW, é conhecido como a Grande Muralha Solar e ocupa parte do deserto de Tengger, fortalecendo a estratégia de geração em áreas remotas.
Noor Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, soma entre 1,17 GW e 1,2 GW. Inaugurada em 2019, destaca-se pelo custo da energia contratado e pela redução de emissões.
Datong Solar Power Top Runner Base, na China, soma cerca de 1 GW. Fica conhecido pela arquitetura que lembra um panda, associada à vitrine de expansão fotovoltaica do país.
No Marrocos, Noor Complex Solar, em Ouarzazate, reúne cerca de 580 MW em suas fases mais conhecidas, com uso de tecnologia de concentração para armazenamento térmico.
Desempenho e desafios internacionais
O eixo China-Índia domina os megaprojetos solares, com várias plantas entre as maiores do mundo. Os projetos no Oriente Médio e Norte da África também se destacam pela escala e pela integração com infraestrutura elétrica.
No Brasil, os complexos de maior porte incluem Janaúba (MG), com cerca de 1,2 GW, desenvolvido pela Elera Renováveis; Solar do Sertão (BA), com 690 MWp; e São Gonçalo (PI), com até 864 MWp em projeto. Pirapora (MG) e Nova Olinda (PI) também aparecem entre os destaques.
Entretanto, o setor enfrenta gargalos de transmissão, distribuição e custos de financiamento. A conexão à rede elétrica e a curtailment aumentaram em alguns mercados, refletindo ajustes regulatórios e de infraestrutura.
Globalmente, a desaceleração de 2024 para 2025 não implica recuo, e sim um ritmo menor de crescimento em mercados que passaram por expansão intensa. A energia solar continua entre as fontes mais dinâmicas da transição energética.
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