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Bactéria multirresistente é identificada em quatro pontos do Lago Guaíba

Quatro pontos do Lago Guaíba apresentam Acinetobacter baumannii multirresistente; investigação avalia relação com surto no Hospital Fêmina e alerta sobre consumo da água

Magnific / Porto Alegre 24 horas
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  • A bactéria Acinetobacter baumannii foi identificada em quatro pontos de coleta no Lago Guaíba, em Porto Alegre, pelo projeto ClimaRes WaSH da UFRGS.
  • O microrganismo foi encontrado nas praias do Lami e de Ipanema, na foz do Arroio Dilúvio e próximo à Estação de Bombeamento Menino Deus, onde foi isolada uma cepa multirresistente.
  • A cepa é considerada “superbactéria” por ser capaz de neutralizar todos os antibióticos testados em laboratório.
  • A contaminação ambiental evidencia deficiências no saneamento básico da cidade; o provável caminho é o descarte de dejetos hospitalares e domésticos na rede de esgoto, sem tratamento adequado.
  • O Dmae afirma que a água tratada não é afetada; o risco para frequentadores das praias é baixo, mas recomenda não mergulhar na água nem usar em feridas, buscando atendimento médico se surgirem sintomas.

O projeto ClimaRes WaSH, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS, identificou a bactéria Acinetobacter baumannii em quatro pontos do Lago Guaíba, em Porto Alegre. As coletas ocorreram nas praias do Lami e de Ipanema, na foz do Arroio Dilúvio e próximo à Estação de Bombeamento Menino Deus.

No local da Estação Menino Deus, os pesquisadores isolaram uma cepa multirresistente. A variante foi classificada como “superbactéria” por ter neutralizado todos os antibióticos testados em laboratório.

A detecção evidencia deficiências no saneamento básico da capital. A hipótese principal é o descarte de dejetos hospitalares e domésticos na rede de esgoto, que, sem tratamento adequado, é despejado no rio.

Embora tenha causado um surto recente no Hospital Fêmina, não se sabe se o perfil genético da bactéria no Guaíba é idêntico ao da unidade de saúde. Novas etapas da investigação devem esclarecer a relação entre os casos.

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) assegura que a água tratada para consumo não é afetada. A distribuição passa por desinfecção e controle de qualidade rigoroso.

Especialistas ressaltam que A. baumannii é patógeno oportunista, com maior risco para imunocompromisos e ambientes hospitalares. Em praias, o risco para frequentadores é considerado baixo.

Recomenda-se evitar o consumo direto da água e evitar contato com feridas. Em caso de sintomas após exposição, deve-se buscar atendimento médico imediatamente.

Além disso, ficou indicado que a detecção aponta para a necessidade de monitoramento contínuo da qualidade da água e de melhorias no saneamento para reduzir contaminações futuras.

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