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Frigideira de aço é tesouro em casa, se bem usada

Da história do Teflon à ascensão do aço, o mercado de panelas muda: menos antiaderentes, maior demanda por utensílios de aço e ferro

Imagem de capa | Margo Evardson
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  • O engenheiro francês Marc Grégoire criou uma forma de revestir o alumínio com Teflon para evitar que as varas de pesca grudassem, ganhando reconhecimento na pesca esportiva.
  • Em torno de mil novecentos cinquenta e quatro, a esposa Colette pediu que ele aplicasse o Teflon em frigideiras, o que impulsionou a popularização da tecnologia antiaderente.
  • Em mil novecentos cinquenta e seis, a empresa Tefal lançou as primeiras panelas com antiaderência, que distribuíam o calor de modo mais uniforme e tinham menos grudamento.
  • Em dois mil e seis, oitenta por cento dos utensílios de cozinha vendidos nos Estados Unidos tinham revestimento antiaderente; desde então, o cenário começou a mudar.
  • Hoje, há uma migração de consumidores para o aço e o ferro, em busca de durabilidade e outras características, reduzindo o domínio das panelas antiaderentes.

Marc Grégoire, conhecido pela curiosa ligação entre pesca e ciência, começa sua história longe dos fogões. Ele era engenheiro e passava o tempo pescar, buscando melhorar as varas de fibra de vidro com moldes de alumínio. O desafio era claro: fabricar uma vara inteira na primeira tentativa.

A ideia de Grégoire surgiu ao observar o atrito do metal com o material das varas. Ele desenvolveu um revestimento de Teflon para evitar que as partes grudassem, revolucionando a pesca esportiva ao sul de Paris. A inovação ganhou notoriedade e moldou uma geração de equipamentos.

Da pesca à cozinha

Em algum momento de 1954, a esposa de Grégoire, Colette, sugeriu aplicar o mesmo conceito de antiaderência em frigideiras. A transformação foi rápida: em pouco tempo, o revestimento deixou de ser exclusivo das varas para dominar as panelas.

Quando a Tefal lançou suas primeiras panelas em 1956, a promessa de nada grudar parecia um milagre. A tecnologia permitia aquecimento mais uniforme e reduzia erros no preparo de pratos que exigem cozimento lento ou ingredientes ácidos.

Mudança de mercado

Até 2006, cerca de 70% dos utensílios de cozinha vendidos nos Estados Unidos tinham revestimento antiaderente. A partir daí, o panorama começou a mudar, com uma busca crescente por materiais mais simples, duráveis e, em alguns casos, menos dependentes de antiaderentes.

Nesse contexto, observa-se uma migração de consumidores para instrumentos de utensílio em aço inoxidável e ferro fundido. A tendência reflete avaliações de durabilidade, manutenção e resistência ao calor, influenciando a composição do mercado de artigos de cozinha.

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