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Gema do grupo das granadas brilha com cristais verdes de brilho vítreo

Uvarovita, granada de cromo, impressiona pelo verde intenso e brilho vítreo; gema rara, formada em drusas e com lapidação limitada

Granada rara de cor verde esmeralda com brilho vítreo formada em depósitos cromíferos – Créditos: depositphotos.com / Minakryn
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  • A uvarovita é uma granada de cromo com cristais verde-esmeralda e brilho vítreo, considerada uma das gemas mais exóticas do grupo.
  • A cor verde vem do alto teor de cromo em sua rede cristalina, que substitui alumínio ou ferro em outras granadas.
  • Formada em rochas serpentinizadas, a gema é rara e depositada em drusas na rocha matriz, o que dificulta o facetamento.
  • Principais dados: fórmula Ca₃Cr₂(SiO₄)₃, dureza de 6,5 a 7,0 na escala de Mohs, cristais que formam dodecaedros em crostas brilhantes.
  • Jazidas originais nos Montes Urais, na Rússia; amostras de alta qualidade aparecem esporadicamente na Finlândia e em pequenas veias hidrotermais na África do Sul; no Brasil, a ocorrência é rara.

A uvarovita é uma granada muito rara, com cristais verde-esmeralda de brilho vítreo intenso. Encontrada em depósitos cromíferos, é considerada uma das gemas mais exóticas do grupo das granadas. Cientistas e museus destacam sua raridade e beleza singular.

A cor verde é causada pela alta presença de cromo na estrutura cristalina, que substitui alumínio ou ferro em outras granadas. Diferente da esmeralda, a uvarovita mantém um verde profundo e estável. Sua formação ocorre em rochas serpentinizadas, em ambientes geológicos específicos.

A extração de exemplares bem formados é rara, segundo o acervo do Museu de Geociências da USP. A peça típica surge como uma drusa, em que microcristais brilham sobre a rocha matriz, dificultando o facetamento para joias em grande quilate.

Características técnicas

  • Fórmula química: Ca3Cr2(SiO4)3.
  • Dureza: 6,5 a 7,0 na escala de Mohs.
  • Hábito cristalino: dodecaedros diminutos em drusas.
  • Particularidade: não derrete na chama do maçarico de joalheiro.

Onde ficam as jazidas

A descoberta original ocorreu nos Montes Urais, na Rússia, no século XIX. Hoje, amostras de alta qualidade aparecem esporadicamente na Finlândia e em pequenas veias hidrotermais na África do Sul. No Brasil, as prospecçõesAuditadas pelo CPRM buscam bolsões com cromo, mas a ocorrência continua rara.

Valor para colecionadores e ciência

Como não é facetável, joias costumam apresentar a rocha matriz coberta de cristais em pingentes. A uvarovita representa um caso emblemático de mineralogia onde o valor está na química e na raridade, não no tamanho da pedra lapidada. Pesquisadores e colecionadores mantêm o interesse pela gema única.

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