- Em Erechim, no Rio Grande do Sul, Raquel Lorensi abriu uma Vakinha para arrecadar R$ 17 milhões para o tratamento do filho Dudu, que tem Duchenne.
- Dudu foi diagnosticado com Distrofia Muscular de Duchenne em 2019, aos quatro anos; hoje tem 11 anos e encara uma rotina de fisioterapia e terapias.
- A terapia gênica Elevidys, aprovada nos Estados Unidos, pode interromper a progressão da doença, mas tem custo alto no Brasil.
- A Anvisa aprovou o medicamento apenas para crianças até 7 anos e 11 meses; Dudu está apto clinicamente, mas enfrenta impedimento legal pela idade.
- A campanha mobilizou milhares de pessoas, com quase dois mil apoiadores, mantendo a esperança da família de manter o filho andando.
Raquel Lorensi sonhou em ser mãe desde cedo e hoje luta para conseguir um tratamento caro para o filho Dudu, de 11 anos, que vive em Erechim, no Rio Grande do Sul. O objetivo é garantir acesso a uma terapia gênica aprovada nos EUA.
Em 2019, após meses de consultas e exames, Dudu recebeu o diagnóstico de Distrofia Muscular de Duchenne, doença genética degenerativa que afeta principalmente meninos. Aos four anos, iniciou tratamento para retardar a progressão.
O colapso emocional inicial levou a família a redes de apoio e a mudanças profundas. O casal, Raquel e Deivisson, enfrentou meses de luto e abriu espaço para retomar a vida com foco no filho.
A esperança veio em 2023, com a aprovação do Elevidys nos Estados Unidos, terapia que interrompe a progressão da Duchenne. Segundo Raquel, antes os meninos viviam até os 30 anos; hoje há novas perspectivas.
No Brasil, a adoção da terapia enfrenta impeditivos. O custo estimado é de cerca de 17 milhões de reais, valor que levou a Vakinha para arrecadação pública. Dudu já superou a idade limite de 7 anos e 11 meses prevista pela Anvisa.
De acordo com os médicos, Dudu ainda pode seguir tratamento, mas a restrição de idade impede o uso imediato no país. A família mantém a campanha online, que já mobilizou milhares de apoiadores.
Raquel ressalta que cada compartilhamento representa mais do que dinheiro: é a possibilidade de manter o filho ativo e sonhando. A história ganhou força na região de Erechim e nas redes sociais.
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