Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Quantos dias é possível ficar acordado? estudo analisa limites da vigília

Privação de sono expõe limites fisiológicos humanos, com falhas de atenção, alterações de humor e risco de alucinações após períodos longos sem dormir

Qual o limite fisiológico para o número de horas que é possível ficar sem dormir? Conheça casos extremos de privação do sono - e o impacto disso para a saúde — Foto: Sander Sammy/Unsplash
0:00
Carregando...
0:00
  • O recorde de tempo acordado é de 453 horas e 40 minutos (18 dias, 21 horas e 56 minutos) registrado por Robert McDonald em 1986; o Guinness World Records deixou de monitorar o recorde em 1997 por riscos à saúde.
  • Cientistas dizem que, após vinte e quatro horas acordado, a atividade cerebral muda, levando ao que é chamado de intrusão do sono ou microssono.
  • Em estudos com voluntários, alguns permaneceram até dez horas acordados; não houve problemas graves, mas houve déficits progressivos de concentração, motivação e percepção durante a vigília.
  • Algumas doenças podem causar insônia severa, como a Síndrome de Morvan e a Insônia Familiar Fatal, esta última causada por mutação genética e que tende a levar à falência de órgãos em cerca de dezoito meses.
  • Efeitos da privação prolongada, por faixa de tempo: até dezesseis horas funciona normalmente; de dezesseis a vinte e quatro horas há lapsos de atenção; após vinte e quatro horas surgem mais falhas, irritabilidade e dificuldades motoras; depois de quarenta e oito horas aparecem alucinações; e após setenta e duas horas a saúde mental tende a deteriorar-se rapidamente.

O recorde de tempo acordado permanece no imaginário popular, mas é cercado de controvérsias e riscos. O caso mais conhecido envolve Robert McDonald, dublê americano, que ficou acordado por 453 horas e 40 minutos em 1986. O Guinness World Records deixou de monitorar esse recorde em 1997 por questões de segurança.

Ainda que seja o registro reconhecido por décadas, especialistas alertam que definir um “máximo” é complexo. A partir de 24 horas sem sono, o cérebro entra na intrusão do sono, um estado em que a pessoa parece acordada, mas pode ter lapsos ou alucinações.

O que se sabe sobre a ciência aponta que testes com voluntários que ficaram acordados por dias mostram déficits de concentração e memória. Em alguns estudos, participantes permaneceram até 10 horas acordados sem danos graves, desde que obtivessem sono restaurador posteriormente.

Experimentos com animais indicam resistência maior à privação de sono no curto prazo, mas não extrapolam para humanos. No entanto, manter alguém acordado de forma forçada é considerado antiético e pode ser tratado como tortura em contextos de pesquisa.

Entre as condições médicas associadas à privação severa estão a Síndrome de Morvan e a Insônia Familiar Fatal. Ambas apresentam descontrole nervoso e riscos à saúde, com desfechos graves em alguns casos.

O funcionamento do corpo sob privação prolongada apresenta padrões. Até 16 horas é possível manter processos mentais estáveis; após 16 horas, há quedas de atenção e memória; além de 24 horas, piora a fala, reação e humor.

Mais de 36 horas traz agravamento: agressividade, alucinações e dificuldade em regular emoções. Em períodos superiores a 48 horas, surgem desorientação e despersonalização. Passadas 72 horas, a saúde mental entra em declínio acelerado.

Casos extremos costumam ser estudados com cautela. A literatura aponta que a privação prolongada envolve riscos significativos à segurança, à saúde física e ao equilíbrio psicológico, reforçando a necessidade de sono adequado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais