- Um estudo de 2003, da Universidade de Surrey, mostrou que beber champanhe espumante acelera mais a elevação da taxa de álcool no sangue do que o mesmo teor em champanhe sem gás, por causa do dióxido de carbono.
- O gás (bolhas) aumenta a permeabilidade da parede do intestino delgado, criando uma via rápida para a absorção do álcool.
- Esse efeito ocorre em todos os vinhos espumantes, como crémant, prosecco, cava e outros, explicando por que drinks com álcool e água tônica podem ser mais traiçoeiros.
- Além da química, fatores sociais ajudam: celebrações levam a conversas e consumo rápido, com estômago vazio, o que acelera a intoxicação.
- A terceira explicação envolve a temperatura: champanhe geralmente é servido frio (cerca de oito a dez graus), o que pode dar sensação de saciedade menor e acelerar a percepção de sedimento do consumo.
A bebida espumante pode acelerar a sensação de embriaguez, segundo estudo de 2003. Pesquisadores da Universidade de Surrey compararam os efeitos do champagne tradicional com champagne sem effervescence, em voluntários que receberam a mesma dose de álcool. O resultado foi claro: o álcool no champagne espumante atinge o sangue mais rápido e em concentrações mais altas.
O fator fisiológico foi apontado como a principal causa. O dióxido de carbono presente nas bolhas aumenta a permeabilidade da mucosa do intestino delgado, abrindo uma via de absorção mais rápida para o álcool. Assim, a efetividade do efeito torna-se mais abrupta.
Além da absorção, há um componente social que influencia a percepção. O champagne costuma ser consumido em celebrações, com conversas e ritmo acelerado, o que reduz o tempo de metabolização. O estômago fica frequentemente vazio, potencializando o impacto alcoólico.
Uma terceira explicação envolve a temperatura. Servido entre 8 e 10 graus, o champagne pode soar mais como uma bebida refrescante do que como um vinho para apreciar lentamente. A prática pode favorecer consumo mais rápido.
A conclusão geral aponta que o gás carbonico atua como acelerador do efeito do álcool, independentemente da bebida espumante escolhida, seja champagne, crémant, prosecco ou cava. Em cocktails com tonic, o efeito também tende a ser mais intenso.
Especialistas indicam que, para reduzir riscos, é essencial moderar a ingestão, alternar com água e nunca dirigir após o consumo. O estudo reforça a importância de entender como a bebida espumante modifica a velocidade de absorção do álcool.
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