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Por que pais modernos têm mais privação de sono que os antepassados

Pais modernos relatam cansaço intenso, mas dados sugerem sono próximo do recomendado; hábitos culturais e apoio social explicam a percepção

Serenity Strull/ BBC/ Getty Images A woman with Asian features in an apron holds a young baby in her arm with her other hand held to her forehead in sign of tiredness. The background shows ultrasound images and green stars against a black/grey background (Credit: Serenity Strull/BBC/Getty Images)
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  • Pesquisas mostram que, em média, pais com filhos até seis anos dormem cerca de sete horas por noite, com variação individual, e não há consenso de que tenham dormido muito menos que não pais no pós-parto.
  • Estudos na Alemanha indicam que mães perdem em torno de uma hora de sono por noite nos três meses após o nascimento, mas o sono não se normaliza totalmente após seis anos.
  • Dados dos Estados Unidos, em 2024, apontam que pais e mães com filhos menores de seis anos ficam entre oito e nove horas na cama, dentro da faixa recomendada.
  • Em sociedades de caçadores-coletores, adultos costumam acordar várias vezes durante a noite, mas, mesmo assim, relatam sono de qualidade similar ou melhor do que pais em sociedades industriais.
  • Pesquisadores sugerem que a percepção de sono ruim entre pais modernos pode estar ligada a hábitos de sono “consolidado” e ao ambiente de apoio, como presença de familiares que ajudam no cuidado.

O texto analisa por que pais modernos costumam se sentir mais cansados do que os ancestrais. Dados de pesquisas sugerem que a sensação de fadiga não depende apenas da quantidade de sono, mas de fatores sociais, culturais e de convivência.

Pesquisas mostram que a privação de sono entre pais e mães persiste, mas varia conforme o contexto. Em estudos com quase 40 mil alemães, pais e mães com filhos até seis anos dormiam, em média, sete horas por noite. A diferença para quem não tem filhos foi de apenas alguns minutos.

Dados de uma pesquisa dos EUA em 2024 apontam que pais e mães com filhos até seis anos costumam ficar entre oito e nove horas na cama, próximo ao recomendado. Já na França, estudos com mais de 400 casais indicam sono médio de oito horas ou mais, embora haja casos de sono entre 4,25 e 12 horas.

A percepção de sono também diverge. Em sociedades de caçadores-coletores, a satisfação com o sono costuma ser alta, mesmo com despertares frequentes. Estudos apontam menor sensação de cansaço entre adultos dessas comunidades em comparação com pais de sociedades industrializadas.

O modo como o sono é vivido muda bastante. Pesquisas descrevem que, em comunidades tradicionais, crianças costumam dormir junto com as mães e são amamentadas durante a noite. A ideia de dormir isolado de quem cuida do bebê não é comum nessas culturas.

Especialistas destacam que a duração real do sono nem sempre é menor entre pais modernos. O que muda é a percepção de qualidade e o contexto de vida. A sensação de estar cansado pode estar ligada a fatores como trabalho, redes de apoio reduzidas e rotinas rígidas.

Acesso a apoio social foi apontado como fator relevante. Pesquisas sugerem que, na ausência de redes familiares amplas, a carga de cuidado aumenta, contribuindo para a sensação de privação de sono, mesmo que a duração média seja próxima do ideal.

Vários especialistas ressaltam que a comparação direta entre épocas é complexa. Certas tarefas associadas ao sono, como o uso de dispositivos e horários fixos, influenciam a percepção de descansar bem, independentemente da quantidade efetiva de sono.

Em resumo, a privação percebida de sono entre pais modernos não pode ser reduzida apenas a números. Aspectos culturais, hábitos de cuidado coletivo e suporte comunitário moldam a experiência de sono, com variações significativas entre diferentes sociedades.

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