- Estudo publicado na Scientific Reports, em 12 de abril de 2026, aponta que o probiótico Bifidobacterium animalis subsp. lactis DS109-B11 pode ajudar a melhorar a função muscular em pessoas com envelhecimento.
- A pesquisa evidencia o eixo intestino-músculo, sugerindo que microrganismos benéficos influenciam a saúde muscular.
- O efeito ocorre pela ativação da enzima AMPK, que aumenta o uso de energia pelas células, favorece a formação e preservação muscular, reduz inflamação e melhora a eficiência das mitocôndrias.
- Em células musculares e em camundongos idosos, houve melhora na formação muscular, menor perda de massa sob estresse, aumento da força e melhor desempenho motor.
- Os resultados indicam potencial uso de probióticos na preservação da massa muscular ao longo da vida, como complemento a treino e nutrição, ainda com necessidade de estudos em humanos.
O estudo, publicado na Scientific Reports em 12 de abril de 2026, aponta que uma bactéria probiótica pode ajudar a combater a sarcopenia, a perda de massa e força muscular associada ao envelhecimento. Pesquisadores liderados por Jae Won Yang observaram que o intestino pode influenciar a função muscular. A pesquisa envolve dados de células e modelos animais, sugerindo efeito direto sobre o músculo.
A pesquisa destaca o eixo intestino-músculo como relevante para a saúde muscular. A bactéria em foco é a Bifidobacterium animalis subsp. lactis DS109-B11, capaz de melhorar o funcionamento muscular principalmente em idosos. O estudo relaciona a ação do probiótico à ativação da enzima AMPK, um sensor de energia celular.
A AMPK atua ao aumentar a eficiência energética das células musculares, estimular formação muscular, reduzir inflamação e aprimorar a função mitocondrial. Esses mecanismos ajudam a preservar força e mobilidade com o envelhecimento.
Resultados em células musculares e em camundongos idosos indicaram melhora na formação de fibras, menor perda de massa em situações de estresse e maior força física. Também houve aumento de genes de produção de energia e queda de genes de atrofia.
Participantes de testes com animais idosos apresentaram maior força de preensão e melhor desempenho motor, além de preservação da estrutura muscular. Os resultados reforçam a hipótese de participação do intestino na manutenção da força durante o envelhecimento.
Um novo caminho para a sarcopenia surge, conforme o estudo, ao considerar probióticos específicos como aliados da massa muscular ao longo da vida. Ainda é necessário confirmar efeitos em humanos, mas a pesquisa sugere que o equilíbrio da microbiota pode influenciar estratégias de cuidado muscular.
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