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Anvisa identifica problemas em fábrica da Ypê durante inspeção

Anvisa recolhe detergentes da Ypê por falhas em garantia de qualidade; decisão considera histórico da fabricante e pode impactar a confiabilidade do processo

Equipamentos com marcas de corrosão em fábrica da Ypê em Amparo (SP)
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  • A Anvisa determinou o recolhimento de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da marca Ypê.
  • A decisão foi motivada por problemas em sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade dos saneantes.
  • A inspeção ocorreu entre os dias 27 e 30 de abril na fábrica da Ypê, em Amparo (interior de São Paulo).
  • Entre os principais problemas estão falhas no controle de qualidade, reprocessamento de produtos, armazenamento inadequado e dificuldades de rastreabilidade.
  • A Anvisa ressalta que o histórico da fabricante também foi considerado e aponta ainda registros de suspensões em 2024 e uma suspensão em 2025, com a próxima decisão sobre o recurso da Ypê prevista para 13 de outubro.

A Anvisa determinou o recolhimento de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da marca Ypê. A decisão ocorreu na quinta-feira, 7, após inspeção na fábrica de Amparo, interior de São Paulo, entre 27 e 30 de abril. A agência aponta problemas em sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade dos saneantes.

Entre os principais apontamentos, há armazenamento inadequado de produtos, falhas no controle de qualidade, dificuldade de rastreabilidade da produção, reprocessamento de itens, limpezas de instalações insuficientes e falhas no controle da água usada. Também foram detectadas falhas de segregação entre etapas e materiais, e de controle de microrganismos.

Histórico e contexto

A Anvisa indica que as irregularidades revelam fragilidades estruturais no sistema de garantia de qualidade da fábrica, com impactos na confiabilidade dos controles sanitários e na segurança do processo produtivo. Além da inspeção recente, há registros de uma suspensão em 2025 por presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa e de cerca de sete ocorrências em 2024.

A autoridade ressalta que nem todas as irregularidades continuam vigentes, pois parte dos problemas pode ter sido corrigida após intervenções anteriores. O caso segue para avaliação interna na próxima etapa da agência.

Próximos passos

Na quarta-feira, 13, a Diretoria Colegiada da Anvisa deve analisar o recurso apresentado pela Ypê e decidir se mantém ou suspende a medida sanitária. A decisão final pode confirmar ou moderar o recolhimento dos produtos.

Posição da empresa

A Ypê informou que trabalha com fundamentação científica robusta, baseada em testes e laudos técnicos independentes. A empresa afirma que os itens atingidos são seguros e não representam risco ao consumidor, e que mantém diálogo com a Anvisa para reverter a decisão mediante novas evidências técnicas.

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