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Aumento do tráfego marítimo perto da África do Sul pode prejudicar baleias

Reroute de navios ao redor da África, para evitar o Oriente Médio, aumenta o risco de colisões com baleias na costa sul-africana; 89 navios navegaram entre mar/abr

Scientists fear that more ships are sailing through areas with lots of whales
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  • Cientistas alertam para maior risco de colisões entre baleias e navios na costa sudoeste da África, devido ao aumento do tráfego marítimo que contorna a região para evitar o Oriente Médio.
  • A readequação de rotas desde 2023, após sequestro de um navio britânico próximo ao Iêmen, elevou as chances de impactos com baleias na área.
  • O conflito entre EUA, Israel e Irã agrava a situação, levando mais navios entre Ásia e Europa a contornar a África.
  • Entre março e abril deste ano, cerca de 89 embarcações comerciais navegaram ao redor do Cabo da Boa Esperança, quase o dobro de 44 no mesmo período de 2023 (segundo PortWatch, relatório do Fundo Monetário Internacional).
  • Vermeulen e equipe sugerem ajustar rotas e reduzir velocidade em determinados períodos, mas ainda precisam de mais dados para quantificar impactos; planejam levantamento sistemático da população de baleias na região com apoio.

O aumento do tráfego marítimo próximo à costa sudeste da África eleva o risco de colisões entre baleias e navios. A mudança de rotas ocorre desde 2023, em meio a conflitos no Oriente Médio, principalmente após ações vinculadas aos Houthis perto do Iêmen.

Navios que seguem entre Ásia e Europa estão contornando a África para evitar o Oriente Médio, o que ampliou a passagem de embarcações na região. Dados indicam crescimento expressivo no uso dessa rota alternativa.

Entre março e abril deste ano, cerca de 89 navios comerciais navegaram ao redor do Cabo da Boa Esperança, parcela quase dobrada frente ao mesmo período de 2023, quando foram 44, segundo relatório PortWatch da IMF, citado pela AFP.

Impacto sobre baleias e respostas técnicas

O grupo da Whale Unit da Universidade de Pretória, chefiado pela professora Els Vermeulen, apresentou as análises à Comissão Internacional das Baleias recentemente. O estudo cruza modelos de distribuição de baleias na costa ocidental da África com rotas de navios para identificar pontos de maior risco.

Vermeulen aponta dificuldade em quantificar as mortes por cryptic mortality, já que muitos incidentes ocorrem em alto-mar e não são detectados rapidamente. Ela explica que as baleias podem afundar sem aparecer nas praias.

A pesquisadora sugere medidas como ajustes nas rotas de navegação e redução de velocidade em períodos do ano com maior probabilidade de colisões. Contudo, sem dados adicionais, recomendações de longo prazo ficam limitadas.

A equipe planeja realizar um levantamento sistemático das populações de baleias na região, por avião ou barcos, mas depende de apoio financeiro e institucional para avançar. Vermeulen ressaltou a necessidade de dados confiáveis para orientar políticas.

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