- Chico Pinheiro revelou diagnóstico de câncer no intestino e informou ter passado por cirurgia; permaneceu internado por mais de um mês, incluindo na UTI.
- A colonoscopia é o método mais preciso para detectar precocemente o câncer colorretal e pólipos, permitindo remoção de lesões para biópsia.
- A Sociedade Brasileira de Coloproctologia recomenda rastreamento por colonoscopia a partir dos 45 anos; pessoas com história familiar podem começar aos 40 ou dez anos antes da idade do diagnóstico do familiar.
- Fatores de risco incluem idade acima de 45 anos, histórico familiar, doenças inflamatórias do intestino, obesidade, tabagismo, sedentarismo e alimentação com carnes processadas e ultraprocessados.
- O tratamento é multidisciplinar e varia conforme a localização do tumor; cirurgias, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia ou imunoterapia, podem ser usados; complicações podem incluir aderência intestinal e, às vezes, bolsa de colostomia.
O jornalista Chico Pinheiro revelou nesta segunda-feira 11 ter sido diagnosticado com câncer no intestino e informou ter passado por cirurgia. O anúncio ocorreu em trecho do seu programa, que vai ao ar às 19h no canal do ICL Notícias no YouTube. Pinheiro não detalhou a data do diagnóstico, mas disse que a doença foi descoberta ainda no início. Após o procedimento, houve complicações que o mantiveram internado por mais de um mês, com passagem pela UTI.
Especialistas destacam que a colonoscopia é o método mais eficaz para detectar precocemente tumores ou pólipos antes que se tornem malignos. O exame permite observar o interior do cólon, remover lesões e realizar biópsias, contribuindo para o diagnóstico em estágio inicial e tratamento mais eficiente.
Importância do rastreamento
A colonoscopia também identifica pólipos pré-cancerígenos em pessoas assintomáticas. Como esses nódulos podem levar até dez anos para evoluir, a retirada durante o exame evita a progressão. A recomendação é iniciar o rastreamento aos 45 anos, ou aos 40 em casos de histórico familiar.
Pessoas com sintomas como sangramento, dor abdominal ou mudanças no hábito intestinal devem procurar avaliação médica. Mesmo sem sintomas, o rastreamento regular é essencial para detectar a doença precocemente.
Fatores de risco
O câncer colorretal é a terceira causa de incidência no Brasil. Previsões indicam mais de 53 mil casos anuais entre 2026 e 2028. A idade maior que 45 anos é um fator de risco; histórico familiar precoce eleva a predisposição genética.
Há ainda relação com inflamações intestinais, doenças autoimunes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e alimentação rica em carnes processadas e ultraprocessados. Mudanças de hábitos podem reduzir o risco na maioria dos casos.
Tratamentos e desdobramentos
O manejo é multidisciplinar e depende da localização do tumor. Tumores do reto costumam exigir quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e cirurgia. Já tumores do cólon costumam ter cirurgia e quimioterapia como base do tratamento.
Entre as possíveis complicações estão aderência intestinal, infecções, sangramentos e alterações no funcionamento do intestino. Em alguns casos, pode haver necessidade de bolsas de colostomia.
Perspectivas
Cirurgias colorretais costumam apresentar bons índices de segurança. Técnicas disponíveis incluem cirurgia aberta, laparoscópica ou robótica, com manejo de complicações por equipes especializadas.
Entre na conversa da comunidade