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Cinturão verde: solução baseada na natureza pode salvar populações de encosta

Cinturão verde baseado na vegetação nativa reduz deslizamentos; atualização em São Sebastião aponta 22 mil moradias em áreas de risco e 66 mil expostos (81% da população)

Casa destruída por deslizamento de terra em São Sebastião no verão de 2023
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  • Moção do Instituto Conservação Costeira recomenda revisar mapas e instrumentos de planejamento, além de integrar planejamento territorial, Defesa Civil e gestão ambiental.
  • Cinturões verdes são soluções baseadas na natureza que atuam como barreiras físicas para estabilizar o solo e gerenciar o fluxo de água da chuva.
  • Vegetação nativa ajuda a absorver umidade do solo, aumentando a resistência e reduzindo erosões e desmoronamentos em encostas.
  • Existem defasagens de dados: Ilhabela e Ubatuba trabalham com mapeamentos de 2006; Caraguatatuba, de 2010; São Sebastião, atualização em 2025.
  • Na região, mais de vinte e seis mil moradias ficam em áreas de risco, expondo cerca de oitenta e cinco mil pessoas; em São Sebastião, a atualização identificou vinte e dois mil moradias em risco e mais de sessenta e seis mil pessoas expostas (aprox. 81% da população).

O cinturão verde, solução baseada na natureza, pode reduzir deslizamentos em áreas de encosta ao combinar recuperação de vegetação nativa com manejo de água. A proposta parte de uma moção do Instituto Conservação Costeira, aprovada pelo Conselho Estadual de Mudanças Climáticas.

O objetivo é revisar mapas e instrumentos de planejamento, integrar planejamento territorial, Defesa Civil e gestão ambiental, e incorporar soluções naturais e justiça climática nas políticas públicas. A ideia é prever, alertar e agir antes de eventos extremos.

Atualização de mapas evidencia defasagem

Do Litoral Norte à Costa, cidades atualizam seus cadastros de risco de forma desigual. Ilhabela e Ubatuba utilizam dados de 2006; Caraguatatuba, de 2010; São Sebastião, 2025. Três municípios planejam com informações desatualizadas.

Mais de 28 mil moradias estão em áreas de risco na região, expondo aproximadamente 85 mil pessoas. Em São Sebastião, a atualização identificou 22 mil moradias e mais de 66 mil moradores sob vulnerabilidade, cerca de 81% da população.

Como funciona o cinturão verde

Especialista em direito ambiental explica que a vegetação nativa absorve umidade do solo, aumenta resistência do terreno e reduz erosões. O cinturão verde atua como barreira física que estabiliza taludes e regula o fluxo de água, especialmente em chuvas intensas.

A proposta envolve controle do desmatamento, recuperação de áreas degradadas e monitoramento contínuo. A ideia é transformar áreas vulneráveis em espaços menos propensos a deslizamentos, com impacto direto na saúde pública e na segurança das famílias.

Impacto esperado e próximos passos

A moção aponta a necessidade de implementação rápida de políticas públicas, com fiscalização, comunicação de riscos e planejamento integrado. O foco permanece em zonas de ocupação irregular e em regiões de maior vulnerabilidade climática.

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