- Estudo da Universidade da Califórnia sugere que o cérebro pode exigir níveis de vitamina B12 superiores aos indicados pelas diretrizes de saúde, mesmo em adultos com exames de sangue dentro da faixa normal.
- Participantes com taxa média de 415 pmol/L apresentaram maior volume de lesões na substância branca e respostas neurais mais lentas.
- Normalidade laboratorial pode ocultar deficiências funcionais do sistema nervoso, principalmente com o avanço da idade, segundo os pesquisadores.
- Baixos níveis de B12 podem levar a formigamento, desequilíbrio, fadiga e confusão, além de aumentar o risco de AVC, demência e danos na medula espinhal.
- A equipe sugere avaliar marcadores funcionais, como ácido metilmalônico, e aponta que a suplementação ou ajuste na dieta podem reverter impactos se detectados precocemente.
A pesquisa conduzida pela Universidade da Califórnia aponta que a vitamina B12 pode ter uma função maior no funcionamento do cérebro do que as diretrizes de saúde sugerem. Em jovens e idosos, até mesmo pessoas com exames de sangue considerados normais apresentaram sinais de dano cerebral e redução na velocidade de processamento cognitivo. A média de B12 associada a esses achados ficou em torno de 415 pmol/L.
Os resultados indicam que a quantidade considerada suficiente para o sangue pode não ser suficiente para o sistema nervoso, especialmente com o avanço da idade. Os autores ressaltam que o que é visto como normal em exames laboratoriais nem sempre reflete a eficiência metabólica no cérebro, já que a vitamina participa da formação da mielina, que envolve a proteção dos neurônios.
Especialistas destacam que a deficiência de B12 pode favorecer sintomas como formigamento, desequilíbrio e, em casos mais graves, quadros depressivos. A carência severa está associada a maior risco de acidentes vasculares cerebrais, demência e danos na medula espinhal. Entre os sinais iniciais, fadiga e confusão mental costumam ser confundidos com estresse.
Os pesquisadores apontam que, além da B12 total, é útil considerar marcadores funcionais, como o ácido metilmalônico, para entender a eficiência metabólica individual. A avaliação precoce pode permitir intervenções com suplementos ou ajustes na dieta, com potencial reversão parcial dos impactos observados. Cada pessoa pode ter necessidades diferentes.
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