- O governo federal lançou um painel de monitoramento de agrotóxicos nos recursos hídricos para mapear a presença de pesticidas na água em bacias do país.
- O painel exibe pontos de monitoramento por estado, o número de agrotóxicos rastreados, percentuais de detecção e outros dados, com o objetivo de ampliar transparência e embasar políticas públicas.
- A ferramenta, desenvolvida no âmbito do Pronara pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, tem como base o monitoramento da Embrapa e está em fase inicial, com 49 tipos de agrotóxicos monitorados.
- Dados iniciais mostram mais de dez mil análises realizadas, com taxa de detecção de 7,2%; o agrotóxico mais observado foi o S-Metolacloro, em 69,48% dos casos.
- O ministro João Paulo Capobianco destacou que é necessário conciliar produtividade agrícola com proteção das águas, solo, polinizadores e saúde humana, afirmando que a plataforma pública permitirá acompanhar tendências e orientar ações preventivas.
O governo federal lançou nesta terça-feira um painel de monitoramento de agrotóxicos nos recursos hídricos, com dados de bacias hidrográficas de todo o país. O objetivo é mapear a presença de pesticidas na vida aquática e tornar as informações mais acessíveis.
O painel reúne detalhes como número de pontos de monitoramento por estado, a lista de agrotóxicos rastreados e as taxas de detecção. A iniciativa visa ampliar transparência, apoiar políticas públicas e orientar ações preventivas.
A ferramenta foi desenvolvida pelo MMA, no âmbito do Pronara, com a base de monitoramento da Embrapa. O projeto marca a continuidade de esforços para redução de riscos agroambientais e transição para práticas mais sustentáveis.
Dados e estágio atual
Atualmente, o sistema monitora 49 tipos de agrotóxicos, com expectativa de ampliar esse total. O painel já concentra mais de 10 mil análises realizadas, com taxa de detecção de 7,2%.
Entre os compostos, o S-Metolacloro foi o mais identificado, presente em quase 70% das ocorrências registradas até o momento. A divulgação busca oferecer leitura integrada para gestores públicos e sociedade.
Capobianco ressalta que o painel ainda está em fase inicial, mas representa um passo estrutural para consolidar dados nacionais de monitoramento ambiental. A ideia é ampliar cobertura territorial e a qualidade das informações.
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