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Hábito comum pode ser sinal precoce de demência, diz estudo

Uso repetitivo de palavras na fala pode ser sinal precoce de demência, segundo estudo com pacientes com transtorno cognitivo leve

Segundo especialistas, o hábito, quando frequente, indica o declínio cognitivo causado por demência, como o Alzheimer
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  • Estudos indicam que o uso repetido de termos como “é” ou “hum” pode sinalizar declínio cognitivo ligado à demência, incluindo o Alzheimer.
  • Tim Beanland, da Alzheimer’s Society, destaca que a linguagem é uma função complexa do cérebro e mudanças na comunicação podem indicar declínio cognitivo.
  • Em pesquisa no Hospital Geral de Massachusetts, com 46 pessoas saudáveis e 22 com transtorno cognitivo leve (TCL), os participantes com TCL formaram frases mais longas e repetiram palavras.
  • O motivo é que há impacto no processamento cerebral; o sinal de alerta ocorre quando o hábito é recorrente e acompanhado de outros sintomas ou fatores de risco.
  • Pessoas com histórico familiar de demência devem ficar atentas, principalmente a partir dos 60 anos, observando esquecimentos recentes, repetição de perguntas, desorientação, dificuldade em tarefas simples, alterações de humor e isolamento social; procure atendimento médico se persistirem.

O que aconteceu: um estudo do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, avaliou se a repetição de palavras na fala pode indicar declínio cognitivo associado a demências, como o Alzheimer. Participaram 46 voluntários saudáveis e 22 com transtorno cognitivo leve.

Quem está envolvido: o trabalho envolveu a pesquisadora Janet Cohen Sherman e especialistas da Alzheimer’s Society, incluindo Tim Beanland. O estudo comparou a produção de frases simples entre os grupos, observando padrões de linguagem.

Quando e onde ocorreu: o estudo foi conduzido no Hospital Geral de Massachusetts, com publicações recentes sobre o tema. Não houve indicação de atraso no diagnóstico, apenas sinais que merecem monitoramento.

Por que isso importa: a capacidade de linguagem envolve várias áreas cerebrais e processos. Alterações comunicativas costumam ser analisadas como indicativas de declínio cognitivo quando recorrentes e associadas a outros sintomas.

Sinais precoces e recomendações

O estudo aponta que, entre quem já apresenta TCL, o uso repetido de termos ou de sons para preencher a fala pode emergir como sinal precoce. O risco aumenta com histórico familiar de doenças neurodegenerativas.

Para pessoas acima de 60 anos, atenção a esquecimentos frequentes, repetição de perguntas e desorientação. Desafios em tarefas simples do dia a dia também devem acender o alerta. Em caso de persistência, buscar avaliação médica é recomendado.

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