- Surto de hantavírus a bordo de cruzeiro operado pela Oceanwide Expeditions, que partiu de Ushuaia, Argentina, no mês passado, resultou em várias doenças entre passageiros e em sete mortes.
- A cepa envolvida é a Andes, a única hantavírus com transmissão entre pessoas por via respiratória.
- A transmissão ocorre apenas em contato prolongado e próximo, em ambiente fechado com pouca ventilação.
- O navio teria favorecido a disseminação devido a ambientes internos com ar-condicionado e pouca troca de ar.
- A hantavirose tem letalidade entre 25% e 50%; o risco para a população em geral é baixo e o vírus não é considerado novo.
O hantavírus voltou a chamar a atenção global após um surto a bordo de um navio de cruzeiro. Passageiros adoeceram durante viagem operada pela Oceanwide Expeditions, que partiu de Ushuaia, Argentina, no mês passado, com destino ao Atlântico e paradas em ilhas remotas. Ao todo, sete mortes foram associadas ao vírus, segundo a empresa.
Especialistas destacam que a cepa envolvida é a Andes, a única conhecida com transmissão entre humanos. Diferentemente das demais hantaviroses, que exigem contato com roedores, essa variante pode se espalhar por via respiratória entre pessoas próximas.
Para ocorrer essa transmissão, é necessário contato prolongado em ambiente fechado sem boa ventilação. O navio, segundo o médico Alberto Chebabo, apresentava circulação constante de ar e aglomerações em espaços internos, fatores que favoreceram a disseminação durante dias de viagem.
A hantavirose é de alta letalidade, com índices que variam entre 25% e 50%. Apesar da gravidade, o risco para a população em geral permanece baixo, ressaltam especialistas. O vírus não é novo como o da COVID-19, e a transmissão entre humanos depende de condições específicas de convivência próxima.
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