- Até 150 pessoas do MV Hondius começaram a retornar para casa em aeronaves militares e voos governamentais, a partir das Ilhas Canárias.
- A Organização Mundial da Saúde recomenda quarentena de quarenta e dois dias e acompanhamento ativo após o desembarque.
- Países gerem a quarentena de forma distinta: Reino Unido fará testes médicos em hospital próximo; Austrália encaminha evacuação para um hospital com infraestrutura para doenças de alta consequência; França imporá isolamento estrito.
- Estados Unidos evacuarão para a University of Nebraska, onde o risco de transmissão será avaliado; alguns evacuados já retornaram aos EUA.
- O navio deverá ser inspecionado e descontaminado; 38 tripulantes filipinos serão quarentenados em Roterdã antes de retornar ao país.
O MV Hondius, navio de turismo atingido por hantavírus, está tendo parte de sua tripulação e passageiros repatriados. Até 150 pessoas já começaram a voltar para casa em voos militares e aeronaves governamentais partindo das Ilhas Canárias, na Espanha. A Organização Mundial da Saúde recomenda, mas não impõe, quarentena de 42 dias após o desembarque.
Os evacuados deixaram o navio em Tenerife em barcos menores, protegidos por equipamentos de biossegurança, e foram levados a um aeroporto local. Em seguida, seguiram em ônibus militares com barreiras de proteção entre condutores e passageiros. Ao chegar ao local de embarque, receberam nova proteção antes de seguir para as aeronaves.
Quarentena recomendada pela OMS
A OMS orienta quarentena de 42 dias com monitoramento ativo, incluindo checagens diárias de sintomas como febre. O tempo pode ocorrer em instalações com funcionários ou em isolamento domiciliar. A organização não impõe a obrigatoriedade, mas reforça o acompanhamento.
Alguns especialistas manifestaram preocupação sobre o cumprimento integral do período de isolamento. O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que a OMS não “força” suas diretrizes.
Quais países adotam regras diferentes
No Reino Unido, a NHS informou que passageiros farão testes médicos em Arrowe Park, próximo a Liverpool, com 72 horas iniciais de permanência e avaliação de novas medidas de isolamento. Na Austrália, evacuações seguirão para avaliação hospitalar em Sydney, com área dedicada para doenças de alto risco, incluindo elevador exclusivo do heliponto e tratamento de esgoto próprio.
Na França, todos os evacuados, incluindo um caso com sintomas, foram colocados em isolamento rigoroso. O primeiro-ministro disse que decretos serão usados para assegurar medidas de proteção pública.
Medidas mais restritivas em alguns casos
A Grécia determina quarentena hospitalar obrigatória de 45 dias para um evacuado, em quarto com barreira negativa na Attikon University Hospital. Em Madrid, 14 cidadãos espanhóis receberam isolamento em leitos de biossegurança no hospital militar Gómez Ulla.
Situação nos Estados Unidos
O CDC informou que 17 americanos e um britânico com residência nos EUA serão levados para a Universidade de Nebraska para avaliação de risco. Em seguida, decidirão entre permanecer no estado ou voltar para casa, com monitoramento de saúde local. Um evacuado apresentou febre leve e outro teste PCR levemente positivo para a cepa Andes.
Alguns cidadãos dos EUA já voltaram ao país: partiram de São Heleno, no Atlântico Sul, em 24 de abril. Quatro estados monitoram os casos, segundo autoridades locais.
Estado da operação e próximos passos
O navio deve passar por inspeção de roedores, desinfecção e implementação de medidas de controle. Profissionais envolvidos usam EPI completo, incluindo proteção ocular, respiratória, vestes e luvas. No momento, não há informações sobre data de conclusão da repatriação total.
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