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Inspeção sanitária em fábrica da Ypê revela equipamentos com corrosão

Anvisa suspende fabricação de vinte e quatro produtos da Ypê em Amparo após inspeção apontar corrosão em equipamentos e risco de contaminação microbiológica

Imagem: Reprodução/Fantástico
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  • Anvisa aponta corrosão em equipamentos da fábrica da Química Amparo, em Amparo (SP), durante inspeção realizada em abril.
  • Restos de produtos eram armazenados e devolvidos às linhas de envase, segundo o relatório.
  • Os problemas no processo produtivo comprometem as Boas Práticas de Fabricação e indicam risco à segurança sanitária, com possibilidade de contaminação microbiológica.
  • A agência proibiu a fabricação de vinte e quatro produtos da marca Ypê, incluindo detergentes, sabão líquido para roupas e desinfetantes, para lotes com numeração final 1.
  • A venda dos produtos foi liberada após recurso, mas permanece a recomendação de não usar itens da marca; histórico de irregularidades pesou na decisão.

A Anvisa flagrou irregularidades em a fábrica da Química Amparo, em Amparo (SP), após inspeção em abril. Restos de produtos foram encontrados retornando às linhas de envase e há indícios de corrosão em equipamentos usados na fabricação de detergentes e lava-roupas. A avaliação aponta risco à segurança sanitária e possível contaminação microbiológica.

A inspeção resultou na suspensão da venda de 24 produtos da marca Ypê, fabricados na unidade. Detalhes do relatório e imagens foram divulgados pelo Fantástico, com indicações de falhas no tanque de manipulação de lava-louças e de armazenamento inadequado de resíduos de produção.

Os produtos atingidos incluem detergentes, sabão líquido para roupas e desinfetantes, com a suspensão válida para todos os lotes com final 1. A medida vale até nova decisão da diretoria da Anvisa, conforme resolução interna de 2019.

A Anvisa informou possíveis violações das Boas Práticas de Fabricação e comentou que a contaminação microbiológica é uma possibilidade, ressaltando risco para a segurança dos itens no mercado. A companhia contesta ou busca reavaliação por meio de recursos.

Histórico da empresa pesou na decisão, já que este é o segundo episódio em menos de seis meses. Em novembro de 2025, a regulator foi acionada por bactérias detectadas na linha de produção de produtos de lavagem na mesma unidade.

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