- A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou sete casos de hantavírus dos Andes entre passageiros a bordo do navio de cruzeiro de luxo MV Hondius, durante o surto que levou à retirada do navio.
- Duas pessoas testaram positivo recentemente; entre elas, um passageiro francês retirado do navio está com a condição piorando.
- O Departamento de Saúde dos Estados Unidos informou que um dos 17 norte-americanos repatriados mostrou resultado levemente positivo para a cepa Andes, e outro apresentou sintomas leves.
- Ainda faltam 24 passageiros a serem retirados do navio, que está ancorado perto de Tenerife, na Espanha; até o momento, 94 pessoas foram retiradas e repatriadas.
- Três pessoas morreram desde o início do surto — um casal holandês e um alemão — e a OMS recomendou quarentena de 42 dias para todos os passageiros a partir de 10 de maio.
Duas pessoas testaram positivo para hantavírus após serem retiradas do navio de cruzeiro de luxo MV Hondius, em meio a um surto que já deixou três mortes. A confirmação ocorreu enquanto autoridades planejam evacuar os passageiros remanescentes da embarcação, ancorada perto de Tenerife, Espanha. A operação visa repatriar 94 pessoas no total, 41 dias após a partida do navio da Argentina.
O Ministério da Saúde da França informou que um passageiro francês retirado do Hondius tem teste positivo e está em piora clínica. A confirmação foi anunciada pela ministra da Saúde, Stephanie Rist, nesta segunda-feira. O caso eleva o total de infectados no cruzeiro já a sete.
O Departamento de Saúde dos EUA informou, no domingo, que um dos 17 norte-americanos repatriados teve resultado levemente positivo para a cepa Andes do hantavírus, e outro apresentou sintomas leves. Esses pacientes já estão recebendo acompanhamento médico.
Os últimos 24 passageiros ainda a bordo devem deixar o navio na tarde desta segunda-feira, conforme autoridades espanholas. O Hondius permanece ancorado próximo a Tenerife, na Espanha, após a retirada de grande parte dos passageiros.
Situação do navio
A operação de retirada e repatriação resulta de um surto que começou 41 dias após o navio partir da costa da Argentina. O embarque zarpou de Cabo Verde para as Ilhas Canárias em 6 de maio, a pedido da OMS e da UE, para coordenar a intervenção.
Até o momento, três pessoas morreram: um casal holandês e um cidadão alemão. O total de casos confirmados no navio é de sete, com dois casos ainda sob suspeita, incluindo a primeira pessoa infectada que morreu antes de ser testada.
Ações de saúde pública
A OMS recomendou quarentena de 42 dias para todos os passageiros a partir de 10 de maio. A agência sanitária destacou que o controle de contatos e o monitoramento clínico são prioridades para evitar novos desenvolvimentos.
As autoridades espanholas coordenação a retirada dos passageiros finais. A operação envolve cooperação entre governos e organismos internacionais para garantir a repatriação segura dos casos positivos e a assistência aos demais ocupantes do navio.
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