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Padilha afirma que hantavírus não tem relação com cruzeiros

Padilha afirma que hantavírus no Brasil não guarda relação com surto no cruzeiro europeu; Brasil registra sete casos, dentro da média histórica

Alexandre Padilha, ministro da Saúde, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, na sexta-feira (15/12) - (crédito: Joédson Alves/Agência Brasil)
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  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que os casos de hantavírus no Brasil não guardam relação com o surto identificado em um navio de cruzeiro na Europa.
  • Atualmente, o Brasil registra sete casos de hantavírus, dentro da faixa da média histórica nacional, que varia entre 38 e 45 ocorrências por ano.
  • Padilha afirmou que o episódio europeu não indica disseminação no país nem relação com a cepa envolvida no cruzeiro.
  • A variante detectada na Europa é típica da região dos Andes e possui a possibilidade de transmissão entre humanos, mas o Brasil não registra circulação dessa cepa.
  • A Organização Mundial da Saúde não vê potencial pandêmico no caso do cruzeiro; autoridades espanholas adotaram protocolos para conter riscos de transmissão.
  • As declarações foram feitas durante cerimônia de lançamento de edital do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), em parceria com o Ministério das Comunicações.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os casos de hantavírus registrados no Brasil não guardam relação com o surto identificado a bordo de um navio de cruzeiro na Europa. A declaração ocorreu em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (11).

Padilha informou que o Brasil registra sete casos de hantavírus no momento, número considerado dentro da média histórica, que varia entre 38 e 45 ocorrências anuais. Ele destacou que o cenário epidemiológico permanece sob controle e não há risco de disseminação semelhante ao episódio europeu.

Segundo o ministro, a cepa detectada no cruzeiro é típica da região andina e possui característica incomum: a transmissão entre humanos. Ele garantiu que o Brasil não registra circulação da cepa andina e que o país lida com outras variantes do hantavírus.

Padilha ressaltou a capacidade do sistema de vigilância sanitária de identificar rapidamente as variantes em circulação no país. A principal forma de contágio, acrescentou, continua sendo a inalação de partículas de fezes ou urina de roedores silvestres.

O ministro citou ainda a posição da Organização Mundial da Saúde, que não classifica o episódio do cruzeiro como risco pandêmico global. Autoridades espanholas teriam seguido protocolos para conter possíveis transmissões entre passageiros.

As declarações foram feitas durante a cerimônia de lançamento de um edital do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), em parceria com o Ministério das Comunicações, com foco em ampliar conectividade em UBS de regiões remotas.

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