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Parque Serra do Cipó interdita áreas para limpeza de pichações em rupestres

Parque da Serra do Cipó suspende visita a sítio arqueológico por pichações em rochas; Iphan e UFMG farão perícia para possível restauração, PF investiga

Pichação sobre pintura rupestre no sítio arqueológico Abrigo Congonhas, no Parque Nacional da Serra do Cipó
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  • O Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas Gerais, interditou uma área de sítio arqueológico devido a pichações sobre pinturas rupestres em rochas.
  • A visitação ao local foi suspensa até a conclusão de uma perícia na área.
  • A perícia será realizada por o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
  • O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que acionou autoridades e que a Polícia Federal foi acionada para apurar possível crime contra patrimônio cultural.
  • O ICMBio avalia contratar vigilância com monitoramento remoto para locais sensíveis na unidade, incluindo sítios com pinturas rupestres.

O Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas Gerais, interditou uma área de sítio arqueológico após pichações sobre pinturas rupestres nas rochas. A decisão ocorreu para preservar o patrimônio cultural até avaliação técnica. A visitação às cachoeiras de Congonhas de Cima fica suspensa.

O ICMBio informou ter tomado conhecimento do ocorrido em 30 de abril e acionado as autoridades. A gestão do parque quer apurar responsabilidades e evitar danos adicionais ao local. A área permanece fechada enquanto ocorre a perícia.

A perícia será realizada pelo Iphan, com apoio de pesquisadores da UFMG, para avaliar a possibilidade de restauração das obras. O Iphan já vinha atuando em medidas emergenciais para remoção das pichações.

O ICMBio e o Iphan registraram a ocorrência e acionaram a Polícia Federal para apurar crime contra o patrimônio cultural. O órgão de gestão avalia contratar vigilância remota para áreas sensíveis dentro do parque.

Segundo o ICMBio, as pinturas rupestres constituem patrimônio histórico, arqueológico e cultural brasileiro. A instituição enfatiza que o ato é considerado grave e pode enquadrar crime contra a unidade de conservação.

A área sob intervenção fica no interior do parque, que abriga cerca de 316 km², na região central de MG. O parque foi criado em 1984 e hoje integra a lista de unidades de conservação sob gestão federal.

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